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PRESOS DA SODOMA

Tribunal de Justiça de Mato Grosso julga habeas corpus de Silval, Nadaf e Cursi

GAZETA DIGITAL - WELLINGTON SABINO
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Divulgação

Depois de 9 meses de prisão, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seus ex-secretários Marcel de Cursi (Sefaz) e Pedro Nadaf (Casa Civil) vivenciam uma possibilidade de ganharem liberdade caso o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entenda não haver mais necessidade de manter as prisões preventivas.

Nesta quarta-feira (15), 3 desembargadores vão julgar o mérito de 3 habeas corpus que pedem a revogação das prisões decretadas pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá em investigações conduzidas pela Polícia Civil através da Delegacia Fazendária (Defaz) em diferentes fases da Operação Sodoma.

O desembargador Alberto Ferreira de Souza é relator dos habeas corpus que tramitam na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça há 2 meses.

Ele negou o pedido de liminar de Marcel Cursi no dia 7 de abril e do ex-governador Silval e de Pedro Nadaf no dia 15 daquele mês.

Agora, o mérito (pedido principal) será apreciado de forma conjunta, ocasião em que o relator poderá manter seu posicionamento ou voltar atrás e votar pela liberdade dos ex-gestores. Para que o trio ganhe liberdade, são necessários 2 votos concedendo os habeas corpus.

Contra os ex-gestores pesam acusações de crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e concussão. As ações penais tramitam na 7ª Vara Criminal de Cuiabá sob a juíza Selma Rosane.

Cursi e Nadaf foram presos no dia 15 de setembro quando foi deflagrada a 1ª fase da Operação Sodoma. Silval ficou foragido por 2 dias até se entregar no dia 17. Depois disso, eles foram alvos de novas prisões.

Habeas corpus já foram protocolados pelos advogados dos réus em todas as instâncias do judiciário de modo que Silval e Nadaf conseguiram derrubar 2 prisões cada um.

Cursi conseguiu revogar uma preventiva. Resta ainda uma preventiva preventiva contra cada um deles.

A Operação Sodoma investigou diferentes fatos, mas todos envolvendo corrupção na gestão Silval Barbosa e cobrança de propina de empresários beneficiados por incentivos fiscais ou que mantinham contratos com o governo do Estado e eram “obrigados” a pagarem propina para o grupo sob ameça de rompimento do contratos caso não efetuassem s pagamentos que eram destinados, em alguns casos, a custear dívidas de campanhas políticas.

Somente na 3ª fase da operação, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual apontaram que o grupo chefiado por Silval Barbosa recebeu R$ 17,6 milhões em propina somente da empresa Consignum de propriedade do empresário Willians Paulo Mischur, um dos delatores do esquema.

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