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MURILO E ZAELI

Ministério Público pede que Delegacia Fazendária investigue ex-prefeitos de VG

Divulgação

O promotor de justiça Luciano Oliveira encaminhou ofício à Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública requerendo a abertura de inquérito policial para apurar a suspeita de que os ex-prefeitos de Várzea Grande, Murilo Domingos e Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, tenham cometido crime contra as finanças municipais.

No ofício enviado no dia 10 de junho, o promotor de justiça Luciano Oliveira, lotado na Promotoria de Justiça de Várzea Grande, informou que um inquérito civil em curso identificou irregularidades que remetem a crime próprio cometido no exercício da função pública, que é o crime de responsabilidade fiscal.

Por isso, pediu a abertura de investigação criminal pela autoridade policial.

De acordo com os indícios, a suspeita é de que os ex-prefeitos Murilo Domingos e Tião da Zaeli tenham ordenado despesas que não estavam previstas na lei orçamentária aprovada pela Câmara Municipal, gerando déficit fiscal e total desequilíbrio nas contas do município de Várzea Grande, pois gastaram mais do que arrecadaram.

Atualmente, Murilo Domingos e Tião da Zaeli estão afastados de cargos políticos e não aspiram concorrer a nenhum cargo nas eleições de outubro deste ano.

Zaeli foi eleito vice-prefeito na chapa de Murilo Domingos (PR) em 2008.

Porém, ambos entraram em conflito político, o que causou o rompimento da aliança. Entretanto, conseguiu chegar à administração municipal após sucessivas cassações impostas a Murilo Domingos, tanto pela Justiça, quanto pela Câmara Municipal.

Após ser ameaçado de cassação porque não havia se desincompatibilizado das funções nas empresas privadas, Zaeli renunciou ao cargo de prefeito e o município foi administrado nos últimos dois meses de 2012 pelo vereador Maninho de Barros (PSD), na época presidente da Câmara Municipal.

A administração de Murilo e Zaeli foi muito questionada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que reprovou as contas anuais de gestão por conta de indícios de irregularidades, como pagamentos a servidores-fantasmas e dispensa de licitação.

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