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GREVE NA EDUCAÇÃO

Professores de Várzea Grande têm corte salarial e ‘velam’ prefeita Lucimar Campos

Divulgação

Para pôr fim à greve que completa um mês no dia 2 de julho, a prefeita Lucimar Campos cortou os salários dos professores.

Em Várzea Grande, profissionais da rede municipal decidiram cruzar os braços depois que Lucimar Campos descumpriu deliberadamente o acordo com a categoria feita em agosto de 2015.

Segundo a secretária geral do Sintep/VG, Cida Cortez, a atitude da prefeita nada mais é do que uma forma vingativa de punir os professores que estão na luta por seus direitos.

Além disso, proibiu os professores de usarem carro de som em frente a prefeitura. “Mas isso não vai nos calar, porque agora trouxemos uma caixa de som para que ela ouça a categoria”.

Cida conta que a prefeita criou a lei 4093/2015, onde estabeleceu prazos para que a administração pudesse assegurar o atendimento das reivindicações.

“A categoria resiste e não abre mão da administração cumprir a lei que ela mesma assinou. Afinal de contas a palavra dela não vale nada”?, questionou os professores.

Cida informa que a situação é horrível, porque não tem nenhum diálogo com a prefeita. Iremos acionar o Ministério Público para que algo seja feito e que este quadro seja revertido.Infelizmente a cultura do autoritarismo faz com que as antigas oligarquias continuem a acreditar que tudo podem e que não precisam respeitar a lei. Mas os professores não vão aceitar isso. Vamos continuar lutando por nossos direitos”.

A secretária relata que a greve dos professores é em apoio aos funcionários das escolas que ficaram de fora do reajuste de correção salarial. “Eles tem direito ao reajuste como prevê a Lei 3797/2012.

Outro lado

O secretário de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, disse que a prefeitura acatou o pedido do desembargador Márcio Vidal, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que declarou ilegal e abusiva a greve dos profissionais de Educação de Várzea Grande. A decisão foi proferida no dia 13 de junho, onde determinava o fim da greve dos professores, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Marcos relatou que em 10 meses de gestão a prefeitura pagou todos os direitos dos professores que foi um aumento de 25%.

“Neste momento não temos como conceder o aumento para os outros profissionais da educação, porque não temos recursos.

Não é má vontade do município, é questão matemática, porque não podemos gastar toda a verba da prefeitura com apenas uma categoria”.

O secretário destacou que em todas as reuniões que teve com a categoria mostrou os números da arrecadação.

“Hoje as 80 escolas municipais estão funcionando normalmente, apenas alguns professores que não aceitaram voltar ao trabalho. Então esses terão os seus salários cortados”.

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