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NO BANCO DOS RÉUS

Acusados de matar jornalista e dono do “Adriano” serão julgados este mês

Divulgação

Os acusados pelos assassinatos do jornalista Auro Ida e do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos vão ao Tribunal do Júri este mês, em Cuiabá.

A pauta de julho prevê 18 julgamentos de crimes dolosos contra a vida. As sessões, que começam nesta segunda-feira (4 de julho), às 13h30, serão presididas pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da capital. Ao todo, 24 réus serão julgados.

Rubens Alves de Lima, acusado de matar o jornalista Auro Ida, será julgado no dia 7 de julho (quinta-feira), a partir das 13h.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu em julho de 2011, no Bairro Jardim Fortaleza, quando a vítima foi atingida por seis disparos de arma de fogo e morreu. O réu, que está preso, seria um dos mandantes do homicídio.

Rubens de Lima teve o processo desmembrado de outros dois réus. Alessandro Silva da Paz, também acusado de ser mandante do crime, foi julgado em dezembro de 2013 e condenado a 16 anos e seis meses de reclusão.

O executor, Evair Peres Madeira Arantes, foi a júri em agosto de 2013 e recebeu a pena de 15 anos e seis meses de reclusão.

Segundo o processo, Auro e a namorada Bianca Nayara Corrêa de Souza estavam dentro do carro dele, estacionado em frente a casa dela, quando foram abordados por Evair.

Ele “ordenou a saída de Bianca do automóvel e – numa ação que retirou qualquer possibilidade defensiva do executado – efetuou disparos certeiros contra a vítima”.

Conforme a investigação, o crime teria sido motivado pelo sentimento misto de posse e ciúmes de Rubens pela ex-companheira Bianca, então namorada do jornalista.

Outro caso de repercussão, do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, será julgado no dia 14 de julho, a partir das 8h.

O vigilante Alexsandro Abílio de Farias responderá por homicídio qualificado pela utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

De acordo com os autos, o crime foi em junho de 2011, no interior da agência do Banco Itaú, localizada na Avenida Carmindo de Campos.

Alexsandro trabalhava para a empresa de segurança Brinks e há três meses desempenhava as suas funções na agência bancária.

A vítima frequentava quase todos os dias a agência e, frequentemente, a porta giratória detectora de metais travava e impedia o livre acesso dele, pois Adriano se recusava a fazer o procedimento padrão de depositar objetos metálicos e aparelhos de celular na caixa acrílica.

Nessas ocasiões, o denunciado destravava a porta. No entanto, a vítima se sentia ofendida com o procedimento de segurança.

Na data dos fatos, a vítima tentou novamente passar pela porta sem retirar os objetos e, após ela travar, o vigilante a liberou. Em seguida, a vítima entrou no recinto e disse ao denunciado: ‘eu vou te pegar’.

De acordo com as imagens obtidas do sistema de segurança da agência, após ser atendido Adriano “se aproximou da porta, virou o rosto na direção ao denunciado, não é possível saber se falou algo para ele, e então foi em direção à porta”.

Alexsandro “travou a porta usando o controle que estava em sua mão, impedindo que a vítima saísse, e, com evidente intenção de matar, sacou o revólver calibre 38 e efetuou três disparos”.

Após a prática homicida, o denunciado subtraiu, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, uma motocicleta e fugiu.

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