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Re-começo

Estão no fim três grandes crises políticas do governo estadual e uma econômica.

As primeiras são o fim da greve dos servidores públicos em fase de encerramento, as conversações com a Assembléia Legislativa pra mesma greve, e as conversas com os setores produtivos para a questão de novas taxações.

A econômica, a renegociação da dívida estadual com o governo federal. Ganhou um alívio no pagamento das prestações. Mesmo que o governo estadual tenha saído bastante arranhado, por outro lado aprendeu a apanhar e a negociar.

Porém, mais importante do que isso, foi que se salvou. Passou no atoleiro, sujou a roupa, perdeu a bússola no meio do caminho, mas atravessou. Essa travessia não pode ser comemorada e deixar que tudo volte a ser como antes.

Todos reconhecem que há um grande fechamento da gestão aos entendimentos políticos. Quando os governos enfrentam crises, elas são, antes de mais, nada didáticas.

Aprender com as crises significa revê-las nos seus detalhes e lamber as feridas que restaram da batalha.

Talvez o próprio governador Pedro Taques ainda não tenha percebido a importância de lamber as feridas.

Redesenhar o espírito da sua gestão parece ser a sua próxima tarefa. A Assembléia Legislativa saiu muito fortalecida das negociações da RGA.

O governo venceu parcialmente a batalha, mas vai pagar a conta. Os servidores não ficaram plenamente satisfeitos. Os deputados perceberam a brecha da fragilidade de articulação política do governo e vão querer abrir maiores espaços. T

anto, que a eleição da próxima Mesa Diretora mudou de cara ao fim da greve. A chapa mais provável, liderada pelo presidente Guilherme Maluf quer independência e se afasta do Palácio Paiaguás.

Isso vai dar muito problema, porque, a julgar pela postura briguenta do governador, ele vai querer bancar uma candidatura própria.

Pode repetir Dante de Oliveira em 1995. Criou dois monstros na época: José Riva e Gilmar Fabris.

Quanto à gestão, dificilmente o governador Pedro Taques terá outro momento mais oportuno para reinventar o seu governo. Rearticular a relação política, reagrupar os servidores públicos e acenar pra sociedade com uma reforma do Estado profunda.

O ambiente está apropriado pra isso. A sociedade espera. Recomeçar nunca fez mal. Como caldo de galinha!

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

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