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ELEIÇÕES 2016

Eleitor vai custar R$ 6,14 aos cofres do Tribunal Regional Eleitoral de MT

O custo por eleitor em Mato Grosso será de R$ 6,14, 16% acima do que no pleito de 2012, quando o gasto foi de R$ 5,29.

Este valor é calculado dividindo o custo total da eleição, que este ano é de R$ 13,9 milhões, pelo número de eleitores, que chegou a 2.269.010. O montante é repassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às unidades federativas.

A secretária de Administração e Orçamento do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE-MT), Tânia Yoshida Oliveira, explica que este custo individual por eleitor inclui gastos com pessoal e com o custeio (manutenção das urnas eletrônicas, transporte, manutenção dos cartórios que servem para justificativa, e tudo o que é gasto com a eleição de forma individual).

“Como o calendário está mais estreito, pode ser que o impacto dessa redução do orçamento, que é tudo o que recebemos dos pleitos eleitorais, venha refletido em gastos com transporte, por exemplo, que precisará ser mais rápido”, explica Tânia.

Por outro lado, pode haver economia também, nas licitações e alimentação de mesários. Mas, só saberemos ao final do processo.

Menos orçamento para campanhas

Os recursos para realização das campanhas também serão encolhidos. Pela primeira vez no Brasil o financiamento de campanha só poderá ser feito por pessoa física. Quem quiser contribuir o limite de doação é de até 10% do seu faturamento no ano anterior declarado no imposto de renda. Frisa-se que é 10% do total arrecadado pelo cidadão, e não 10% para cada candidato que deseja ajudar.

Ao receber a doação, o candidato deve prestar contas no site do Tribunal Superior Eleitoral em até 72h.

Os diretórios dos partidos vêem a nova regra com preocupação. “Quem tem dinheiro para fazer doação é empresário, mas tantos empecilhos podem causar problemas à empresa”, diz Clóvis Cardoso presidente do PMDB-Cuiabá. Ele ainda complementa alfinetando o atual prefeito da capital. “Quem tem recurso é Mauro Mendes que representa o agronegócio. O PMDB está acostumado a fazer campanha com pouco dinheiro”, dispara.

O líder do PTB em Cuiabá, Roberto Bezerra, explica que a saída será trabalhar basicamente com o fundo partidário e que essa nova maneira de se fazer eleição é revolucionária.

“Eu penso que será bom para todos, principalmente para o povo. O voto terá que ser realmente conquistado e o eleitor será reeducado. Não vai ter mais dinheiro para botijão de gás, cesta básica… Vamos basicamente ter dinheiro para material gráfico (referindo-se aos santinhos), estúdio e programa de prefeito”, afirma Bezerra.

O que se espera é que a prática de Caixa 2 seja inibida com essas novas normas, algo que os líderes partidários apostam que acontecerá. “Ainda não sabemos a dimensão desse processo, como impactará. Porém, com certeza o caixa 2 e a compra de voto serão dificultados”, exclama Carsoso.

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