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"MISTO DE TRISTEZA E ALEGRIA"

Fonte revela que Permínio ficou chateado com declaração de Taques sobre sua prisão

Divulgação

Uma fonte próxima do ex-secretário de Educação de Mato Grosso (Seduc), Permínio Pinto (PSDB), revelou que o ex-gestor está muito abatido.

Permínio está preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde o dia 20 de maio, durante a segunda fase da Operação Rêmora, que investiga suspeita de fraudes em contratos e licitações na Seduc.

A fonte, em conversa com o ex-secretário, avaliou que ou Permínio abre a boca e conta tudo ou vai pagar pela suposto crime sozinho.

A fonte ainda revelou que Permínio teria ficado chateado com o governador Pedro Taques (PSDB), que ao comentar a prisão dele disse que teve um misto de ‘alegria e tristeza’.

Na entrevista à imprensa, Taques disse que não iria julgar a conduta do ex-secretário.

DENÚNCIA CONTRA PERMÍNIO PINTO

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ofereceu na última sexta-feira (29), aditamento da denúncia relacionada à Operação Rêmora.

Foram incluídos no rol de denunciados: o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho e J. J. H.

Até o momento, 24 pessoas já foram denunciadas por envolvimento no esquema relacionado à execução de contratos administrativos relativos a obras públicas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer de Mato Grosso, em tese arquitetado para a cobrança de propina dos contratados.

Entre os pontos apontados no aditamento na denúncia, que demonstram a participação do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho, no esquema, está o fato dele ter participado de uma reunião com o núcleo de servidores integrantes da organização no Edifício Avant Garde Business, em agosto do ano passado. Depoimentos colhidos pelo Gaeco também revelam o envolvimento do ex-secretário.

Segundo o Gaeco, o escritório “visitado” pelo ex-secretário funcionava como a sede da sociedade secreta , onde o centro de comando da organização estava instalado.

“Era o local físico onde os objetivos e planos de ação do grupo criminoso eram traçados, onde as eventuais intempéries surgidas eram resolvidas”, revelou o Gaeco.

Em relação ao denunciado J. J. H., o Gaeco afirma que ele foi contratado a título precário pela Seduc, logo após a reunião ocorrida em outubro do ano passado em que os empreiteiros sortearam as licitações da referida Secretaria, para ocupar lugar na Comissão Permanente de Licitação da Seduc.

Também foi constatado vínculo de parentesco do acusado com os líderes do núcleo de agentes públicos denunciados.

“Em atendimento ao princípio da indisponibilidade da ação penal, sua inclusão no rol de réus se faz necessária”, sustenta o Gaeco.

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