https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2016/08/SIAGESPOC.jpg

INVESTIGAÇÃO DA PM

Presidente do Siagespoc diz que mortes de PM e jovem poderiam ser evitadas

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso – Siagespoc, Cledison Gonçalves, provocou polêmica ao afirmar que a tragédia ocorrida na tarde desta terça-feira (2), no bairro CPA III, em Cuiabá, poderia ter sido evitada.

“Estamos diante de um duplo homicídio que poderia ter sido evitado”.

O presidente comentou que investigar é função constitucional da Polícia Civil e não da Polícia Militar, lembrando que o policial militar que morreu na ação estava desempenhando uma função para a qual não fora preparado.

“Se estava desviado de função, quer dizer que ele não tinha preparo para desenvolver a função de investigador, porque investigar não é papel da Polícia Militar”, acrescentou.

Na ação, morreram o PM Élcio Leite e o jovem André Luiz Oliveira.

Duas equipes do setor de Inteligência da Polícia Militar apuravam a atuação de suspeitos que estariam comercializando armas de fogo na região do bairro CPA 3, na capital.

Os suspeitos reagiram à ação policial e houve troca de tiros. Um dos disparos atingiu o soldado PM Élcio.

Os três suspeitos de envolvimento no ataque ao policial foram identificados. Na ação policial, um morreu e os outros dois foram encaminhados para a DHPP, presos em flagrante.

Essa abordagem também será alvo de investigação, segundo o secretário. “Todos os fatos relacionados a essa ocorrência serão apurados”, disse.

Após a ação foram apreendidas, para perícia, a arma utilizada no crime e as que estavam sendo usadas pelos policiais.

O local em que ocorreu o crime foi preservado e a Perícia Oficial do Estado (Politec) realizou a vistoria no local.

Gonçalves aproveitou a oportunidade para cobrar uma decisão do Tribunal de Justiça sobre uma ação em tramitação no Judiciário, na qual o Sindicato pede que seja cumprida a Constituição, de modo que a função constitucional do policial civil seja fielmente obedecida, evitando a ocorrência de tragédias desta natureza.

Para ele, a Constituição não garante o direito de investigar ao policial militar. “Se este policial não estivesse desempenhando o papel de policial civil, poderia estar vivo, assim como o outro cidadão que faleceu no mesmo episódio”, afirmou.

“É por isso que nós reiteramos um pedido antigo, para que sejam cumpridos os preceitos constitucionais relativos ao papel do investigador, que é preparado para desempenhar a função de investigar”.

O sindicalista lamenta que o Tribunal de Justiça, quando deve julgar uma ação que gera conflito, infelizmente retarda esse julgamento.

“Não entendemos porque o Tribunal ainda não se manifestou em assunto tão importante quanto esse. Não podemos de maneira alguma invadir as atribuições da outra polícia, assim como não podemos aceitar que invadam nossas atribuições. Isso a Constituição deixa claro: é usurpação de função, isto é, você desenvolver uma função para a qual você não prestou concurso”.

Ele concluiu dando ênfase ao que tem falado sobre o fato de o policial militar não estar em situação legal do ponto de vista constitucional, e nem preparado para desempenhar a função de investigação.

“Infelizmente, a situação teve um desfecho trágico, quando a vida de um policial foi ceifada”. Com assessoria

Veja Mais

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *