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AGONIA DA FAMÍLIA

Corpo de empresário ainda está no IML; homem foi morto e teve corpo queimado

O corpo do microempresário Fernando Barbosa dos Reis, de 55 anos, chegou ao Instituto Médico Legal (IML) há 4 dias e ainda não foi liberado e não há previsão.

Ele foi encontrado na região da Ponte de Ferro, em Cuiabá, carbonizado, amarrado e enrolado em uma lona.

Ele ainda não foi liberado porque falta o dosímetro radiológico individual, equipamento necessário para que o técnico meça a quantidade de radiação enquanto realiza o exame de radiografia.

Para ser autorizada a liberação é necessário que o corpo passe por exame de radiografia para confirmar se houve alguma outra lesão, como com projétil, antes de ter sido queimado.

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso, doutor em física, Rogério Junqueira Prado, afirma que a justificativa para que o IML se recuse a executar o exame com a falta do dosímetro é válida.

“É um equipamento de prevenção caso haja exposição do funcionário à radiação. Ele identifica se a pessoa foi radiada e permite a documentação, além de envolver até questões trabalhistas”, explica o professor.

A radiação pode acarretar conseqüências graves a quem for exposto. “Tudo depende da dose. Pode causar uma vermelhidão no local, queda de pelos, enjôo, ou até um câncer, a longo prazo, no local atingido”, alerta Prado.

A assessoria de imprensa da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informa que a compra deste equipamento já foi feita e que está sendo enviado para Cuiabá nesta segunda-feira (8) de São Paulo. A expectativa é que chegue ainda nesta semana.

O caso
Fernando desapareceu na quinta-feira passada, dia 4, quando saiu para fazer uma caminhada rotineira. A esposa, que sempre o acompanhava, não foi neste dia porque tinha uma consulta odontológica.

Mais tarde naquela manhã a mulher não encontrou o marido em casa nem na empresa familiar. Eles residem no bairro São Gonçalo, na capital, há mais de 30 anos. Ela e o filho fizeram o caminho percorrido diariamente por Fernando, sem encontrar vestígios.

No dia, imagens de câmeras de segurança mostraram que ele passou pela porta do colégio Fênix, por volta das 6h45. Entretanto, o retorno não foi registrado.

Na sexta-feira (5), apenas o corpo de Fernando foi encontrado. Carbonizado, na Ponte de Ferro. Ainda nãose sabe quem cometeu a ação nem a motivação. O crime segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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