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CASO MAIANA

Julgamento de morte de adolescente é adiado pela quarta vez em Cuiabá

Um feriado da Justiça provocou, pela quarta vez, o adiamento do júri dos acusados de terem matado a adolescente Maiana Mariano, assassinada em 2011.

O julgamento dos três réus estava marcado para esta quinta-feira (11), mas não poderá ser realizado porque na data é comemorada a Fundação dos Cursos Jurídicos.

O julgamento foi remarcado para o dia 18 de outubro, no Fórum de Cuiabá, informou a Justiça.

Os acusados pelo crime são o empresário Rogério Amorim, que mantinha um relacionamento com a vítima, além de Paulo Martins e Carlos Alexandre da Silva.

Eles respondem por homicídio qualificado (mediante pagamento, meio cruel e sem chance de defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

A família da adolescente assassinada lamentou que o júri tenha sido adiado mais uma vez, mas disse que não ficou surpresa.

“A gente não pode fazer nada, a gente sabia que ia ocorrer isso. Porque é sempre enrolado. A gente está acompanhando, mas infelizmente não tem como fazer nada”, disse Danilo Mariano, irmão de Maiana.

Na época do crime, Maiana e Rogério estavam vivendo juntos havia cinco meses em regime de união estável. Antes disso, eles tinham mantido um relacionamento extraconjugal por cerca de um ano.

Denúncia

Paulo Martins e Carlos Alexandre são acusados pelo Ministério Público do Estado de terem assassinado a adolescente a mando de Rogério.

De acordo com a acusação, o empresário contratou Paulo por R$ 5 mil, dizendo que Maiana e a família dela estavam extorquindo dinheiro dele.

O MPE diz que Paulo procurou Carlos Alexandre e pediu ajuda a ele para cometer o crime, mediante pagamento de R$ 2,5 mil.

Conforme o MPE, no dia do crime Rogério mandou Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro.

A adolescente foi ao banco com uma moto que tinha ganhado do empresário e, depois, foi até chácara. Lá, foi assassinada por asfixia.

O corpo foi colocado dentro de um carro e deixado na região da Ponte de Ferro, em Cuiabá.

A ex-mulher de Rogério também chegou a ser denunciada pelo MPE, mas a Justiça entendeu que não havia indícios da participação dela no assassinato e nem na ocultação de cadáver.

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