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CRIME AMBIENTAL

Preso no Pantanal, desembargador de MG nega captura de jacaré e dourado

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Paulo Mendes Álvares, que foi preso neste domingo (21) com outras três pessoas, sendo dois empresários e um advogado, suspeito de pesca irregular, no Pantanal, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, afirmou que não sabia que entre os 195 kg de pescado apreendido com eles tinha 12 kg de carne de jacaré e peças de dourado, cuja captura e pesca é proibida.

Eles seguiram para Belo Horizonte, onde moram, em um avião bimotor, que, segundo a Polícia Ambiental, pertence ao advogado preso.

Questionado pela reportagem da TV Centro América sobre as carnes de jacaré e dourados apreendidos, o magistrado alegou desconhecimento.

Repórter: Tinha carne de animal silvestre, de jacaré, de dourado, que é proibido. Vocês não sabiam que não pode? 

Desembargador: Disso eu não sabia. Eu não sabia que tinha carne de jacaré e de dourado. Eu não peguei jacaré, nem dourado.

A pesca do dourado é totalmente proibida em qualquer época do ano e a caça de animal silvestre é proibida.

E, apesar de não ser período de defeso, o pescador amador só pode pescar 5 quilos de pescado por vez, o que não aconteceu.

Além disso, eles foram flagrados com pintados, barbados, piranhas, cacharas e um dourado, todos fora da medida permitida, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Eles estavam no Pantanal desde a última quinta-feira (18) e, apesar de terem sido presos em flagrante, os quatro pagaram fiança de um salário mínimo cada um e vão responder em liberdade pelos crimes ambientais de pesca ilegal e transporte irregular do pescado.

Os quatro foram liberados no mesmo dia da prisão após prestarem depoimento ao delegado da Polícia Civil de Poconé, para onde foram conduzidos pelos policiais do Batalhão de Proteção Ambiental de Mato Grosso, que fizeram o flagrante em um helicóptero do Centro Integrado de Operação Aéreas (Ciopaer).

O pescado foi apreendido quando parte já estava dentro de um  avião bimotor numa pista na região de Porto Jofre. A pista fica ao lado de um rio. As embarcações que levaram o pescado ainda estavam no local.

O piloto e o copiloto da aeronave foram liberados após a polícia entender que eles apenas estavam trabalhando para atender os turistas.

Eles já vinham sendo monitorados pelo setor de inteligência da Polícia Ambiental há aproximadamente dois meses.

Carnes de peixe e de jacaré foram apreendidas dentro de avião no Pantanal (Foto: Divulgação/Ciopaer)

Entre as espécies está o dourado, cuja pesca está proibida (Foto: Divulgação/Ciopaer)

Os turistas presos estavam hospedados em uma pousada naquela região. No entanto, eles não conseguiram decolar na pista mais próxima

“Eles não conseguiram levantar voo porque o avião estava muito pesado e a pista era de grama. Eles então levaram o peixe de barco e seguiram com a aeronave para um local que fica a meia hora de lá, onde a pista é asfaltada. Eles previam sair de lá quando foram flagrados colocando o pescado no avião”, afirmou o major Juliano Paulo de Ataíde, subcomandante do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental.

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