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BRIGA PELA URNA

‘Veja’ cita escândalos de corrupção em MT, prisão de figurões e a disputa eleitoral em Cuiabá

O estado do Mato Grosso vive um cenário de tempestade perfeita. Há filas de criminosos negociando fechar delações premiadas e escancarar esquemas de corrupção que envolvem políticos de todas as matizes partidárias.

No último ano, foram nada menos que 24 operações da Polícia Federal no estado. Uma das mais recentes, a Rêmora, levou para atrás das grades o então secretário de Educação do governo estadual, Permínio Pinto (PSDB), flagrado em vídeo recebendo propina para direcionar editais de licitação.

Em meio a tentativas de desmonte de esquemas históricos de corrupção, nas eleições de outubro, as primeiras em que o financiamento empresarial está oficialmente proibido de abastecer os caixas das campanhas, o Ministério Público Eleitoral estará de olho na atuação cristalizada de bancos clandestinos que atuam como patrocinadores de políticos em campanha no Mato Grosso.

E especialmente naquilo que o MP acredita que será o boom dos financiamentos paralelos deste ano: armazenamento de dinheiro em espécie e transporte de valores em aviões.

As eleições municipais marcam também a tentativa dos candidatos de se desvincularem da figura do ex-governador-presidiário Silval Barbosa (PMDB), detido preventivamente em setembro de 2015 e prestes a completar um ano na cadeia.

Entre o sem-número de escândalos políticos desbaratados pela atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Federal, Barbosa e seu grupo político são a personificação de um esquema de desvio de dinheiro, corrupção de agentes públicos e lavagem de valores no estado.

Operador confesso de caixa dois de campanha, o ex-secretário estadual de Fazenda Éder Moraes, também preso, relatou em depoimento uma conversa ríspida com Silval depois de ter sido dispensado da estrutura criminosa.

No diálogo, deu o tom do sistema de arrecadação do político: afirmou que a campanha do peemedebista gastou mais de três vezes o valor declarado oficialmente à Justiça Eleitoral.

No cardápio de candidatos à disposição do eleitor em Cuiabá, a sombra de Silval Barbosa repousa incomodamente sobre o virtual favorito ao Palácio Alencastro, Emanuel Pinheiro (PMDB).

O deputado estadual era da base de sustentação do governo Silval e defendia o então chefe do Executivo no início das investigações de desvio de dinheiro público, em 2012. Egresso do PR, também foi secretário-geral do partido e teve como correligionários Éder Moraes e o ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf, ambos aliados de Silval e presos por escândalos de corrupção.

“Quem não teve relacionamento com o Silval que atire a primeira pedra”, minimiza um deputado federal.

Emanuel Pinheiro passou à condição de favorito depois de o atual prefeito e líder nas pesquisas Mauro Mendes (PSB) ter anunciado sua retirada da disputa às vésperas do prazo final das convenções partidárias.

Um misto de processos acumulados, empresas em situação de insolvência e, pelo menos oficialmente, pressões familiares contribuiu para a saída de Mendes.

No xadrez político, o governador Pedro Taques (PSDB) se viu de um dia para outro sem candidato, sob ameaça de perder a prefeitura para a oposição e com risco de esfacelamento de sua base de vereadores.

Para fazer frente ao novo favoritismo de Pinheiro, o ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) foi ungido às pressas como candidato governista, embora já sob o desgaste de representar uma gestão às turras com o funcionalismo público por ter anunciado que não tinha recursos para repor as perdas salariais provocadas pela inflação de 2015.

Ainda na disputa e por ora líder nas pesquisas disponíveis, em um misto de voto de protesto e busca de distância de políticos tradicionais, desponta o folclórico e eterno candidato Procurador Mauro (PSOL) – está na sexta campanha seguida.

Longe de cargos políticos desde 2010, a ex-senadora pelo PT e professora aposentada Serys Slhessarenko (PRB) também concorre ao Palácio Alencastro.

Completam a lista de adversários o ex-juiz Julier Sebastião (PDT) e o historiador Renato Santtana (Rede).

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Um comentário em “‘Veja’ cita escândalos de corrupção em MT, prisão de figurões e a disputa eleitoral em Cuiabá”

  1. Wagner disse:

    O que podemos fazer, Se não podemos mudar a cabeça de alguns eleitores sobre o partido. PMDB que nos deixou um estado falido agora que falir a prefeitura de Cuiabá

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