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Amigos e amizades

Na semana passada escrevi neste espaço quatro artigos registrando os 40 anos, completos no dia 25, quinta-feira, que cheguei a Mato Grosso. Confesso que emocionei-me muito por recordar datas, fatos, momentos bons e difíceis.

Quis citar nomes de pessoas com quem convivi nesse tempo. Comecei a anotar. Quando passaram de 120 eu parei e desisti. Quanto mais me lembrava mais nomes surgiam. Imagine: nunca porei todos no papel e serei injusto com tantos e tantos.

De repente, aquele motorista daquela longa viagem no poeirão até chegar a Juína em 1984, foi tão importante quanto uma figura pública. Preferi deixar guardados nas minhas lembranças os nomes e as pessoas que marcaram a minha vida ao longo desses 40 anos.

Penso que fiz bem. Recebi e-mails, mensagens e whatsapp, mensagens no facebook e no twitter de pessoas que, confesso, tinha esquecido. Mensagens de pessoas tão carinhosas que se tivesse esquecido de citar uma, nunca me perdoaria.

Mas o que ficou de bom em tudo isso, foi que pude ver que, como eu, quanta gente construiu a sua história pessoal, profissional e familiar em Mato Grosso no mesmo período.

Nenhum dos que se comunicaram comigo por conta dos artigos guarda frustrações. Todos tem recordações boas e todos guardam, também, a convicção de terem participado de um momento raro de construção de uma grande aventura pioneira.

De fato, Mato Grosso lá pelos anos 1970 em diante era uma imensa e extraordinária promessa de futuro. Os mato-grossenses tradicionais sempre sonharam com isso, mesmo quando até o sonho parecia impossível.

Se me fosse pedido pra citar um adjetivo que simbolizasse esse tempo de sonhos de tantas pessoas, diria que foi o de generosidade. Era marcante o espírito de receber quem chegava e de acomodá-lo no espaço físico e na convivência.

As dificuldades de todos foram imensas pra superar as dificuldades existentes. Mas essa generosidade venceu. Penso que no futuro, por mais que o progresso econômico venha ser grande, nunca será capaz de fazer desaparecer o antigo espírito da generosidade mato-grossense.

Brigadão a todos os que me enviaram mensagens. Chorei de novo a cada uma que lia. Mas o coração ficou lavado de tantas emoções boas que passaram por mim nesses dias: amigos e amizades.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

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