VIAGEM OFICIAL DO PLANALTO

Com impeachment em andamento, Maggi corre risco de ser demitido na China

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o senador licenciado Blairo Maggi (PP/MT), lidera, a partir desta sexta-feira (02.09), uma missão comercial que visitará sete países asiáticos por 22 dias com o objetivo de ampliar e conquistar novos mercados para o agronegócio brasileiro.

Blairo vai representar o presidente interino Michel Temer (PMDB) nessa primeira parte da viagem, já que o peemedebista aguarda decisão do Senado no afastamento em definitivo de Dilma Rousseff (PT) da presidência da República.

O problema é que as chances de Dilma sair e ficar são de 50%. Ou seja, Dilma pode reverter o seu quadro político e continuar o mandato que ainda tem até 2018.

Caso essa situação se concretize, os ministros escalados por Temer serão demitidos no outro dia.

É o caso do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

Por isso, o atual presidente usou de cautela e resolveu esperar que a situação esteja definida e mandou Blairo na frente para representar o Governo Federal nos encontros.

Blairo, que já foi cabo eleitoral de Dilma em dois mandatos, foi responsável pela força política para pedir para que Dilma sofresse o processo de impeachment.

Para Blairo continuar a missão na China, 54 senadores terão que votar a favor do impeachment e manter Temer no governo até 2018, mantendo a petista ainda inelegível por 8 anos.

VIAGEM DE BLAIRO

Na bagagem, Blairo levará informações sobre o potencial do país para alimentar o mundo, especialmente a Ásia, e a garantia da sanidade dos seus produtos agropecuários.

Para o ministro, a forma mais rápida de o país sair da crise é por meio do agronegócio, daí a importância da missão à Ásia.

“A ideia é provocar os mercados, estimula-los e mostrar que nós temos coisas a vender e também estamos dispostos a comprar. Como agricultor entendo que se você não plantar não colhe. Essa visita é um plantio, uma possibilidade, quem sabe a gente nem consiga abrir mercados”, comentou.

A viagem ao continente faz parte do esforço do governo federal para elevar de 7% para 10%, em cinco anos, a participação do Brasil no comércio agrícola mundial.

De acordo com Blairo, hoje o agronegócio brasileiro está presente em apenas 42% dos países do planeta. “Ainda temos uma fatia de 58% para conquistar.

Por isso, precisamos aprofundar as parcerias que já temos e conquistar novos destinos para nossos produtos agropecuários.

Poucas nações têm tanto a oferecer no setor agrícola quanto o Brasil. Somos vocacionados para a atividade rural e devemos aproveitar isso para gerar mais emprego e renda.”

Um grupo de empresários brasileiros do setor agrícola, os secretários de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, acompanham o ministro durante a viagem.

Eles irão participar de seminários, visitas técnicas, reuniões bilaterais e encontros com autoridades da China, Coreia do Sul, Tailândia, de Myanmar, do Vietnã, da Malásia e Índia.

Entre os temas a serem negociados pela missão chefiada por Blairo, estão   a ampliação ou a abertura do acesso a mercados para carnes (bovina, suína e de aves), a habilitação de plantas frigoríficas, liberação do comércio de farinhas de aves e de bois vivos, além de acordos nos setores de açúcar, algodão, borracha, etanol, frutas, milho, madeiras, lácteos, soja, material genético avícola e cooperação técnica e científica com a Embrapa.

Ao final do roteiro, o ministro acompanhará o presidente em exercício, Michel Temer, na reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Déli (Índia).

Paralelamente à reunião dos Brics, Blairo manterá encontros bilaterais com representantes dos governos da China, Rússia e África do Sul.

Na pauta do ministro, está a verificação com as autoridades chinesas da publicação da mais recente legislação para a habilitação de novos eventos transgênicos, a avaliação com os russos sobre pescados e trigo e a negociação com os sul-africanos sobre o comércio de carne suína, manga e material genético. Com Assessoria

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Um comentário em “Com impeachment em andamento, Maggi corre risco de ser demitido na China”

  1. Renato disse:

    Favor atualizar esta reportagem. O Maggi já viajou para China e tanto ele como o Brasil inteiro já sabem que a Dilma será escorraçada da presidência ainda hoje.

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