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PARALISAÇÃO

Sindicato dos Bancários realiza assembleia e sinaliza greve para dia 6

O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT) convoca Assembleia Geral Extraordinária para quinta-feira, 1º de setembro, na sede do SEEB-MT, situada à Rua Barão de Melgaço, 3190, no Bairro Centro Sul, Cuiabá/MT, em primeira convocação às 18h e em segunda convocação às 18h30.

O Sindicato indica para a categoria bancária a rejeição da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e início da greve a partir do dia 6, com assembleia organizativa no dia 5 de setembro.

A orientação é do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT que já informou aos banqueiros na mesa de negociação que considera a proposta insuficiente, pelos índices e por não abranger todas as cláusulas.

“A proposta de 6,5% de reposição representam apenas 68% da inflação (INPC projetado em 9,57%), o que significa uma perda salarial de 2,80%. E, ainda, insistem na política de abono que tanto prejudicou a categoria nos anos 1990. Além de ser uma proposta  insuficiente, questões importantes, como garantia de emprego, saúde e condições de trabalho foram ignoradas pelos patrões”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT) e integrante do Comando Nacional, Clodoaldo Barbosa.

“Essa proposta exige uma resposta da categoria. Por isso, convocamos assembleia de avaliação da proposta para quinta, dia 1º de setembro. O Sindicato indica a rejeição da proposta e  greve a partir do dia 6, com assembleia organizativa no dia 5 de setembro. Até lá, os bancários aguardam que a Fenaban reavalie seu posicionamento e apresente nova proposta que contemple as nossas reivindicações. Caso contrário, não teremos outra saída a não ser encaminhar para a greve”, adverte.

As principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação.

PLR de três salários.

Piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, como determina a legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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