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ELEIÇÃO 2016

Serys apresenta propostas para promoção da igualdade racial em Cuiabá

A candidata a prefeita de Cuiabá pelo PRB, Serys Slhessarenko, participa na manhã desta terça (6) da reunião ordinária do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR).

Ela foi convidada pelos conselheiros a apresentar suas propostas para combater o racismo na capital mato-grossense.

Relatora da Lei das Cotas no Senado e autora do projeto de lei que criou o Dia Nacional da Mulher Negra, Serys sabe bem que, 128 após a abolição da escravatura, o racismo ainda é realidade no país.

“Como herança do período da escravidão, os negros ainda ocupam os piores postos de trabalho e recebem menos do que os brancos, mesmo exercendo as mesmas funções. E a situação consegue ser ainda mais crítica quando se trata da mulher negra”, denuncia.

De acordo com ela, a situação não é diferente em Cuiabá. Apesar da forte herança de luta dos negros que enfrentaram o poder monárquico em quilombos como o da Mãe Bonifácia, eles ainda são o estrato mais vulnerável da população, inclusive à violência.

“Cuiabá é a 29ª cidade mais violenta do mundo, conforme a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. E se você consultar o Mapa da Violência, verá que 78% das crianças e jovens assassinados na capital mato-grossense são negros”, afirma.

Lei das Cotas
Para Serys, a adoção das chamadas ações afirmativas é fundamental para mudar essa realidade. Como exemplo, ela cita o impacto da Lei das Cotas, matéria que relatou no

Sendo e que garante reserva de 50% das vagas das universidades públicas para candidatos que obedeçam aos critérios sociorraciais previstos.

Dados do Ministério da Educação apontam que, de 2013 a 2015, a Lei das Cotas garantiu o acesso a aproximadamente 150 mil estudantes negros em instituições de ensino superior em todo o país.

Ainda segundo o MEC, em 1997 o percentual de jovens negros, entre 18 e 24 anos, que cursavam ou haviam concluído o ensino superior era de 1,8% e o de pardos, 2,2%. Em 2013 esses percentuais já haviam subido para 8,8% e 11%, respectivamente.

A quantidade de jovens negros que ingressam no ensino superior também cresceu em proporção semelhante: em 2013 foram 50.937 negros, e em 2014, 60.731.

“Enfrentamos muitos grupos poderosos para conseguir aprovar a Lei das Cotas, que proporcionou um aumento exponencial do número de jovens negros no ensino superior.

Os resultados, hoje, provam que estávamos no caminho certo. Com as cotas, as universidades estão respeitando muito mais a diversidade racial do país. E mais: melhoraram, inclusive, na qualidade aferida”, afirma.

Dia da Mulher Negra

Serys Slhessarenko também é a autora da Lei nº 12.987/2014, que transformou o 25 de julho em Dia Nacional da Mulher Negra.

A data foi inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992, como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo.

A lei prevê ainda que nesta mesma data seja comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu em Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso, durante o século XVIII.

Conhecida como “Rainha Tereza”, ela assumiu a liderança do Quilombo de Quariterê após a morte do seu companheiro, José Piolho, assassinado por soldados a mando do “coronelismo” local. Documentos da época apontam que este quilombo abrigava mais de 100 pessoas: 79 negros e 30 índios.

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