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PRESO NA SODOMA

Solto, ex-secretário da Casa Civil se dispõe a devolver R$ 3,1 milhões aos cofres públicos

Divulgação

Pedro Nadaf foi secretário da Casa Civil no governo Silval Barbosa (PMDB). Foto: Divulgação

O ex-secretário de Estado Pedro Nadaf colocou à disposição da Justiça a possibilidade de devolver aos cofres públicos a quantia de R$ 3,153 milhões.

O valor consta no pedido de revogação da prisão preventiva encaminhada à Justiça e autorizado pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda.

O valor serve para que, numa eventual indisponibilidade de bens ou condenação que lhe imponha a obrigação de devolver quantia de dinheiro aos cofres públicos, esteja à disposição do Judiciário para devolução.

O pedido de revogação da prisão preventiva recebeu parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE) e foi aceito pela magistrada. Porém, foram impostas diversas medidas cautelares para assegurar o cumprimento da liberdade.

Mensalmente, Pedro Nadaf deverá comparecer em juízo para informar e justificar as atividades que estará desenvolvendo.

Ainda estará proibido de manter contato com outros réus ou testemunhadas arroladas no processo, bem como de se ausentar do país ou da Comarca de Cuiabá sem comunicação prévia ao juízo e frequentar órgão público estadual, exceto para prestar declarações para autoridade policial, Ministério Público e Justiça.

Amanhã, Nadaf vai comparecer às 13h30 no Fórum de Cuiabá para colocar tornozeleira eletrônica.

O descumprimento de qualquer uma das medidas cautelares pode culminar em um novo mandado de prisão preventiva.

O ex-secretário ainda se comprometeu a entregar seu passaporte no prazo de 24 horas e que sejam comunicadas as embaixadas dos países do Mercosul.

O ex-secretário Pedro Nadaf estava preso desde o dia 15 de setembro de 2015, quando foi deflagrada a primeira fase da operação Sodoma, da Polícia Civil. Naquela ocasião, também foram presos preventivamente o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Estado Marcel de Cursi.

A acusação é de que o trio integrava um esquema de cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais a empresas privadas.

No período em que permaneceu preso, Nadaf ainda foi alvo de um mandado de prisão expedido em razão da operação Seven, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) pela suspeita de integrar um esquema de desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude na compra de um terreno público que já pertencia ao Estado.

Um dos motivos que facilitaram a revogação de sua prisão preventiva foi a decisão de admitir em depoimento à Justiça que compôs uma organização criminosa que desviou dinheiro dos cofres públicos estaduais.

Além disso, revelou detalhes da participação do ex-governador Silval Barbosa e do procurador do Estado aposentado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, bem como do ex-chefe de gabinete Silvio César Correa de Araújo e do médico e empresário Rodrigo Barbosa.

Nadaf também tem prestado depoimento sigiloso aos membros do Ministério Público Estadual para auxiliar nas investigações de fraudes tributárias em Mato Grosso.

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