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DOR DE CABEÇA

3 candidatos de Cuiabá ainda não prestaram contas; Emanuel deve o triplo

Divulgação

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral, a desembargadora Maria Helena Póvoas, disse que a não prestação de contas dos candidatos poderá lhes causar grandes “dores de cabeça”. A declaração foi dada nesta quinta-feira (8) na Casa da Democracia, em Cuiabá.

Apesar do alerta e dos já decorridos 25 dias de campanha, há três candidatos em Cuiabá que ainda não prestaram contas dos gastos feitos durante o período. Além disso, já há uma coligação devendo mais que o triplo do que arrecadou.

Por meio das informações prestadas ao TRE-MT e divulgadas no DivulgaCand, os candidatos Renato Santtana (REDE), Serys Slhessarenko (PRB) e Procurador Mauro (PSOL) ainda não informaram quanto gastaram em suas campanhas.

O procurador Mauro já arrecadou R$ 93 mil. Não divulgou seus gastos até agora, mas o último relatório financeiro foi enviado por sua equipe contábil nesta sexta-feira (9). A equipe da ex-senadora Serys, enviou o último relatório financeiro no dia 2 de setembro. Até o momento, Serys arrecadou R$ 290 mil, contudo não divulgou seus gastos.

Com R$ 5 mil na conta, o candidato da REDE foi o que menos arrecadou nesta campanha. Seu último relatório financeiro foi enviado no dia 5 de setembro, contudo não há dados divulgando suas despesas. Enquanto isso, o candidato tucano, Wilson Santos, arrecadou R$ 350 mil e suas despesas estão em torno de R$ 275 mil. Pelo PDT, Julier Sebastião, conseguiu angariar R$ 229 mil e já gastou R$ 173 mil.

Até agora, o único candidato que está com o ‘saldo’ negativo é o peemedebista Emanuel Pinheiro. Apesar de ser o candidato que mais arrecadou, R$ 739 mil, já deve R$ 2,7 milhões, ou seja quase o triplo do que tem em sua conta oficial.

Questionada sobre o tema da prestação de contas, a presidente do TRE-MT, disse que isso causará uma grande dor de cabeça, podendo gerar até a cassação do registro. “Estamos alertando há tempos: o candidato precisa de uma boa assessoria contábil e jurídica. Ele sozinho ou com equipes inadequadas será penalizado. Os juízes eleitorais e os promotores estão de olho na falta de atualização dos dados e isso irá provocar uma grande dor de cabeça para os desatentos”.

Em Cuiabá, o limite máximo de gastos para candidatos a prefeito é de R$ 9 milhões no primeiro turno e outros R$ 2,7 milhões no segundo turno. O limite foi estabelecido pela nova legislação eleitoral aprovada na minirreforma.

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