INVESTIGAÇÃO

CPI dos Frigoríficos da Assembleia Legislativa ouve mais duas testemunhas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos realizou mais uma rodada de oitivas na manhã desta terça-feira (13), com depoimentos de duas testemunhas.

O primeiro a depor foi o representante da Brasfri e Arantes Alimentos, do município de Nova Monte Verde, Aderbal Luis Arantes; e depois foi a vez do representante da Mataboi de Rondonópolis, José Augusto de Carvalho Junior.

Os outros três convocados não compareceram à oitiva: o diretor da Intercontinental Foods e Superfrigo de Rondonópolis,  Ciro Zanchetti Miotto; o diretor da Localmat Ltda, de Nova Xavantina, Antonio Eugênio Beluca; e o diretor da IFC Intercontinental Foods, de Nova Xavantina, José Barbosa Machado.

Durante o seu depoimento, Aderbal Arantes disse que o grupo Arantes é proprietário das plantas dos municípios de Canarana, Pontes e Lacerda e Nova Monte Verde, e que as três empresas paralisaram as atividades em 2009, sendo arrendadas para o grupo JBS, que também as manteve fechadas.

“A planta de Pontes e Lacerda teve contrato prorrogado para a JBS até 2017, e está em ordem para operar no fim do arrendamento”, disse Arantes.

Outro fator lembrado pelo representante da Brasfri e Arantes, o arrendamento do frigorífico de Pontes e Lacerda deu-se pelo motivo de estar em recuperação judicial, mas que os proprietários desejam reabrir os trabalhos após o fim do contrato com a JBS.

“Pretendemos voltar a operar naquele município, porque é uma região que possui bom rebanho bovino”, explicou ele, comentando também que os frigoríficos de Pontes e Lacerda operava com 850 funcionários; e o de Nova Monte Verde, com 650 trabalhadores.

Na sequência dos depoimentos, o representante da empresa Mataboi, José Augusto de Carvalho Junior, fez um relato de como se encontra a planta de Rondonópolis, que abatia cerca de 350 cabeças diárias. “A empresa paralisou suas atividades em razão da recuperação judicial desde 2011, por graves problemas financeiros com sucessivos prejuízos em todos aspectos”, afirmou Carvalho Junior.

Na opinião do representante da Mataboi, a reabertura da planta de Rondonópolis depende de vários pontos que estão sendo avaliados pela diretoria.

“A Mataboi tem uma reputação muito forte no mercado da carne e encontra-se em avançado estado de recuperação judicial, para poder operacionalizar”, comentou.

Segundo Carvalho Junior, quando estava em funcionamento, a planta de Rondonópolis teve prejuízo mensal de até R$ 2 milhões mensais, diminuindo o quadro de funcionários e reduzindo despesas de vários setores, porém não teve outra alternativa senão fechar as portas.

“É um setor que trabalha com oscilações de preços e precisa de uma necessidade de capital muito grande para se manter no mercado. Atualmente, o setor frigorífico vive momento muito ruim, principalmente pela alta do dólar, que vem prejudicando o campo agropecuário”, apontou ele, falando ainda que, para manter a planta de Rondonópolis fechada, a Mataboi tem uma despesa mensal de R$ 240 mil.

Para a próxima reunião, programada para o dia 20 deste mês, estão convocados o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José de Assis Guaresqui, e o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Guilherme Linares Nolasco.

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