ELEIÇÃO 2016

Mauro Mendes admite dificuldades em apoiar candidatura de Wilson Santos

O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), admitiu que tem dificuldades em apoiar a candidatura do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) à prefeitura de Cuiabá. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Livre”, exibido pela TV Cidade Verde na terça-feira (20) e apresentado pelo jornalista Augusto Nunes.

Mendes foi questionado a respeito de participar de um evento político no Hotel Fazenda e não citar nominalmente Wilson Santos, embora tenha pregado respeito à aliança PSDB-PSB que tem o vereador Leonardo de Oliveira como candidato a vice-prefeito.

“Eu tenho que reconhecer que a política é feita com determinados valores que eu repudio. Eu não aprovo ataque à honra, dignidade e família. O candidato é o responsável pela campanha que toca. Em 2008, quando disputei a eleição, a campanha adversária feriu a dignidade da minha esposa e da minha família. Isso deixou sequelas, mas estou honrando o compromisso partidário”, disse.

Em 2008, quando se lançou na política após se desligar provisoriamente da Fiemt (Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso) para concorrer à prefeitura de Cuiabá pelo Partido da República, Mauro Mendes tinha como principal adversário Wilson Santos (PSDB), que disputava a reeleição.

Naquela época, panfletos e jornais apócrifos circularam em Cuiabá atribuindo a Mauro Mendes relacionamentos extraconjugais e participação em atividades ilícitas que jamais foram comprovadas.

Questionado se poderia mudar de posição e ter uma postura mais incisiva no segundo turno, Mendes disse que as pesquisas não sinalizam claramente qual dos três candidatos melhor pontuados pode chegar ao segundo turno, o que levaria à necessidade de avaliação.

“Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. As pesquisas não permitem afirmar quais dos três candidatos estará no segundo turno. Poderemos avaliar novamente nossa posição”, revelou.

O prefeito detalhou ainda que sua desistência de concorrer à reeleição foi motivada pela crise financeira das suas empresas, o Grupo Bipar, que está em recuperação judicial por conta de problemas gerados pela sua participação na política.

“Em 2014, fui acusado injustamente de irregularidades na operação Ararath. Fizeram uma busca e apreensão na minha casa e depois disso nunca me chamaram para prestar depoimento. Essa exposição negativa trouxe sérios problemas para captar crédito junto aos bancos”.

Mendes ainda atribuiu sua saída da política a questões familiares como a necessidade de dar mais atenção à esposa e aos filhos.

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