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CASTELO DE AREIA

Tribunal de Justiça de MT nega liberdade para empresário alvo do GCCO

Divulgação

Walter Dias Magalhães Júnior teve pedido de liminar em habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e segue preso em Cuiabá.

Ele foi alvo na Operação Castelo de Areia deflagrada no dia 26 de agosto, acusado de aplicar golpes em várias vítimas, cujo montante pode ultrapassar os R$ 500 milhões.

A decisão foi dada nesta quarta-feira (21) pelo desembargador Orlando Perri, relator do HC assinado pelo advogado Marco Antônio Dias Filho e protocolado junto ao TJMT na última segunda-feira (19).

Por enquanto, somente a esposa de Walter, Shirlei Aparecida Matsuoka Arrabal, conseguiu liberdade.

A própria juíza Selma Rosane Santos Arruda, que decretou as prisões dos acusados, revogou a preventiva de Shirlei.

Na operação também foi preso o ex-vereador João Emanuel Moreira Lima que continua preso no Centro de Custódia da Capital.

Ele é acusado de liderar a quadrilha. No caso de Walter, a investigação aponta que ele utilizou a empresa D2A Consultoria e Gestão Empresarial Ltda, para ludibriar as vítimas, com o mesmo modo de ação criminosa que desenvolvia no Soy Group.

O suspeito e a mulher respondem nos inquéritos policiais por estelionato, apropriação indébita e associação criminosa.

No habeas corpus a defesa alega ausência de justa causa para manutenção da prisão cautelar do acusado, “haja vista a inexistência de fatos concretos que autorizam a medida extrema”. O advogado argumenta ainda que seu cliente ostenta predicados pessoais favoráveis e alega que a decisão que impôs a prisão preventiva não observou, a seu ver, a impossibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas.

Orlando Perri não acatou os argumentos da defesa ressaltando que a análise do caso concreto faz concluir, ainda que em sede rasa, que a organização criminosa é bastante articulada e, por isso mesmo, muito perigosa.

“Veja que as notícias relatadas pelas vítimas dão conta que a organização se utiliza de engodos de todo tipo, como realização de almoços e jantares caros, viagens internacionais, utilização de personagens fictícios como o ‘falso chinês’, locação de imóvel de luxo, criação de endereço eletrônico, tudo com o único de ludibriar as vítimas e obter lucro ilícito com isso”, destaca o desembargador.

Em outro trecho de seu despacho, Peri argumenta que “não se trata de golpes pequenos: todos envolvem milhares de reais, prejuízos bastante consideráveis e em nenhum dos casos as vítimas foram ressarcidas, sequer parcialmente, pelos golpistas. Nenhuma das medidas cautelares alternativas poderia surtir o efeito desejado, ou seja, evitar a reiteração criminosa e garantia a manutenção da ordem pública”, enfatiza o magistrado. Com Gazeta Digital

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