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CRIME NO JARDIM LIBERDADE

Silval teria feito esquema em desapropriação para pagar dívida de R$ 40 milhões

Hipernotícias

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) tinha um dívida de campanha eleitoral no valor de R$ 40 milhões com o empresário Valdir Piran, que é dono de uma factoring.

A informação consta na decisão (ver abaixo) da juíza Selma Rosane Santos Arruda, que decretou a prisão preventiva de várias pessoas envolvidas em um suposto esquema de desapropriação de terra.

As prisões foram realizadas durante a quarta fase da Operação Sodoma, realizada nesta segunda-feira (26).

Entre os presos estão o próprio Silval Barbosa (PMDB), Marcel de Cursi, o ex-procurador Francisco Lima, o Chico Lima, e Arnaldo Alves, ex-secretário de Planejamento, e Valdir Piran.

Segundo Pedro Nadaf, ex-secretário da Casa Civil, Silval teria lhe pedido para arranjar dinheiro para pagar uma dívida com Piran.

Consta nos autos que Chico Lima teria levantado a ideia para conseguir o dinheiro utilizando a desapropriação como forma de garantir o recurso.

As investigações realizadas pela Delegacia Fazendária, há mais de um ano, então descobriram que Silval Barbosa (PMDB) e Pedro Nadaf assinaram o decreto de nº 2.110, de 27 de janeiro de 2014, para a desapropriação do imóvel chamado Jardim Liberdade, localizado no Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.

O objetivo da desapropriação era de fazer regularização fundiária do imóvel, de propriedade da  Santorini Empreendimento Imobiliário Comercio e Construções Ltda., com área total de 97,5844 hectares (975.844m2).

“Assim, em 27 de janeiro de 2014, foi editado o Decreto n° 2.110, regulamentando a Lei Estadual n° 6.869/97, que circulou no Diário Oficial n° 26219 do dia 27/01/2014, subscrito por SILVAL DA CUNHA BARBOSA e PEDRO JAMIL NADAF, desapropriando para fins de regularização fundiária o imóvel denominado JARDIM LIBERDADE de propriedade da empresa SANTORINI EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS COMÉRCIO E CONSTRUÇÃO LTDA, com área total de 97.5844 hectares (975.844m2), divergindo assim da área de 55 hectares apontada na aludida lei estadual”, diz trecho da investigação da quarta fase da operação Sodoma.

O esquema só foi descoberto após as delações premiadas firmadas pelo dono da Santorini, Antônio Rodrigues; pelo ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto; pelo empresário e delator da 1ª fase, Filinto Muller; e também pela confissão do próprio Pedro Nadaf.

As diligências realizadas pela Delegacia Fazendária evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público do Estado de Mato Grosso em benefício da organização criminosa liderada  supostamente pelo ex-governador Silval Barbosa.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação,  o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15.857.000,00 retornaram a uma empresa para depois dividir o valor desviado, segundo as investigações.

Consta na decisão da juíza Selma Rosane Arruda que Silval Barbosa teria ficado com R$ 10 milhões, a maior parte dos recursos desviados.

O motivo de ficar com a parte maior no suposto esquema seria para quitar parte da dívida que o ex-governador tinha com Valdir Piran.

De acordo com a investigação, o restante do valor desviado foi dividido entre os demais participantes, no caso os ex-secretários, Pedro Nadaf, Marcel De Cursi (ex-secretário de fazenda), Arnaldo Alves de Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto e o procurador aposentado Chico Lima.

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