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SODOMA IV

Por dívida de R$ 40 milhões, empresário tentou bater em Silval Barbosa

Divulgação

Em depoimento feito durante a fase investigativa, o ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Nadaf, revelou que o empresário Valdir Piran, dono da Piran Factoring, teria tentado bater no ex-governador Silval Barbosa (PMDB) durante a cobrança de uma dívida no valor de R$ 40 milhões.

O incidente teria ocorrido no período em que Silval Barbosa ainda era governador do Estado e Pedro Nadaf secretário da Casa Civil.

“Que o interrogando tem medo de VALDIR PIRAN pois sabe que é pessoa muito perigosa e agressiva, motivo pelo qual teme pela sua vida, bem como pela vida de sua família, pois já presenciou VALDIR PIRAN tentando agredir o ex-governador SILVAL BARBOSA dentro da Casa Civil;”, diz trecho do depoimento de Nadaf.

A informação consta na decisão da juíza Selma Rosane Arruda, da Vara do Combate ao Crime Organizado, em decretar a prisão do ex-governador Silval Barbosa, dos ex-secretários Marcel de Cursi e Arnaldo Alves, Fazenda e Planejamento, respectivamente, e do empresário Valdir Piran durante a realização da quarta fase da Operação Sodoma.

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OPERAÇÃO SODOMA IV

O esquema de  desapropriação de terra só foi descoberto após as delações premiadas firmadas pelo dono da Santorini, Antônio Rodrigues; pelo ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto; pelo empresário e delator da 1ª fase, Filinto Muller; e também pela confissão do próprio Pedro Nadaf.

As diligências realizadas pela Delegacia Fazendária evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público do Estado de Mato Grosso em benefício da organização criminosa liderada  supostamente pelo ex-governador Silval Barbosa.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação,  o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15.857.000,00 retornaram a uma empresa para depois dividir o valor desviado, segundo as investigações.

Consta na decisão da juíza Selma Rosane Arruda que Silval Barbosa teria ficado com R$ 10 milhões, a maior parte dos recursos desviados.

O motivo de ficar com a parte maior no suposto esquema seria para quitar parte da dívida que o ex-governador tinha com Valdir Piran.

De acordo com a investigação, o restante do valor desviado foi dividido entre os demais participantes, no caso os ex-secretários, Pedro Nadaf, Marcel De Cursi (ex-secretário de fazenda), Arnaldo Alves de Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto e o procurador aposentado Chico Lima.

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