QUARTA FASE DA SODOMA

Justiça de Mato Grosso determina medidas cautelares para Alan Malouf e Piran

Investigados na quarta fase da Operação Sodoma, os empresários Alan Ayoub Malouf e Valdir Agostinho Piran Junior, filho de Valdir Piran, compareceram nesta sexta-feira (30) na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, para cumprimento de medidas cautelares do regime aberto. Ambos foram ouvidos pela juíza Selma Rosane dos Santos.

Os empresários chegaram a ter um pedido de prisão preventiva, porém, não foram acatados pela magistrada.

Foram impostas as medidas de comparecimento mensal ao juízo a fim de informar endereço e justificar atividades; proibição de se ausentar da Comarca sem autorização do juízo; proibição de manter contato com os demais acusados, colaboradores ou testemunhas visando evitar que ameacem ou coloquem em risco a sua incolumidade física, ou ainda que tentem aliciar colaboradores e testemunhas; proibição de frequentar órgãos públicos estaduais e a imediata entrega dos passaportes em juízo, visando que não se ausentem do país sem conhecimento do juízo.

A juíza afirma que ambos sabiam da origem ilícita do dinheiro que receberam do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

“Ainda que haja indícios de que tais pessoas Alan Malouf e Valdir Piran Junior tivessem conhecimento da origem ilícita dos recursos, esse fato, por si só, não aponta para a necessidade da custódia cautelar. São fatores que emprestam força aos indícios de autoria, tão somente”, consta na decisão.

Valdir Piran foi levado para o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) no Ministério Público Estadual (MPE) para prestar depoimento.

O esquema

O ex-governador Silval Barbosa possuía uma dívida com o dono da Piran Factoring, e para isso, Silval e um grupo de ex-secretários “lavaram dinheiro” desviando milhões na desapropriação de um terreno 55 hectares no bairro Jardim Liberdade na capital no valor de R$ 31 milhões. Desse valor, R$ 15,8 milhões foram devolvidos ao grupo de Silval.

O delator e ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, revelou que o ex-governador ficou com R$ 10 milhões para quitar a dívida com o agiota e o restante da propina foi dividido entre os ex-secretários Pedro Nadaf, Marcel de Cursi, o procurador aposentado Chico Lima, o ex-secretário de Planejamento Arnaldo Alves e o próprio Dalberto.

Já Malouf também é acusado de “lavar” dinheiro por meio do buffet Leila Malouf.

Conforme a denúncia, ele recebia propina para os ex-secretários Arnaldo Alves de Souza e Pedro Nadaf, ambos do Planejamento e Casa Civil.

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