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OPERAÇÃO SEVEN

Em vídeo, Silval Barbosa nega crimes e diz que não fará delação premiada

Divulgação

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) foi ouvido, nesta segunda-feira (3), em audiência de instrução e julgamento em decorrência da Operação Seven.

Após deixar a sala de audiência, Silval Barbosa falou com a imprensa e criticou as declarações feitas pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, e Afonso Dalberto, ex-presidente do Intermat.

Silval acredita que o depoimento dos dois foi para deixar a cadeia.

Silval negou que tenha cometido os crimes e que não vai fazer delação premiada.

OPERAÇÃO SEVEN

A operação Seven, desencadeada no início de fevereiro deste ano, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), resultou no cumprimento de novo pedido de prisão contra o ex-governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), e do ex-chefe da casa civil Pedro Nadaf (PR).

Foram também decretadas pela Justiça a prisão preventiva do ex-Presidente do Intermat, Afonso Dalberto, e do Coronel José de Jesus Nunes Cordeiro (ex Secretário Adjunto da antiga SAD).

O médico Filinto Correa da Costa, de 73 anos, também foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve decretado pela Justiça o uso de tornozeleiras eletrônicas.

Filinto era o proprietário da área que teria sido comprada duas vezes pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

De acordo com o Gaeco, no ano de 2002, o empresário negociou com o Governo do Estado uma área de aproximadamente 3,240 hectares pelo valor de R$1,8 milhões.

Ocorre que, no ano de 2014, 727,931 hectares dessa mesma área foram novamente vendidas ao Governo, dessa vez pelo valor de R$7 milhões.

Para dar legitimidade a transação, o ex -governador, contrariando dispositivos legais expressos, transformou a unidade de conservação do tipo “parque” em unidade de conservação do tipo “Estação Ecológica”. Nesses casos a legislação federal não exige a realização de estudos técnicos ou audiências públicas. O esquema contou com a participação do ex secretário da Casa Civil e do ex presidente do Intermat.

Além dos mandados de busca e apreensão e prisões, também foram realizadas nesta segunda-feira (01.02) conduções coercitivas ao Gaeco de dois servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Os dois foram responsáveis pela elaboração de pareceres favoráveis a manobra e da minuta de decreto.

Confira aqui e aqui a integra dos pedidos de prisão preventiva e a decisão da Justiça. Com assessoria do MPE

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