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OPERAÇÃO SODOMA

Acusado de ficar com R$ 10 milhões de propina, Silval se cala diante do Gaeco

Divulgação

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) compareceu ontem à sede das promotorias do Ministério Público Estadual (MPE), localizada ao lado do Fórum de Cuiabá, para prestar depoimento a respeito da quarta fase da operação Sodoma, da Polícia Civil, que culminou em um novo mandado de prisão preventiva contra sua pessoa.

No depoimento prestado aos promotores de Justiça e delegados que compõem o Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos), o ex-governador preferiu permanecer em silêncio. Pesa a acusação de ter sido um dos mentores de um esquema que desviou R$ 15 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude no pagamento da desapropriação do terreno do bairro Jardim Liberdade I.

Deste montante, o ex-governador teria utilizado R$ 10 milhões para quitar parte de uma dívida de R$ 40 milhões com o empresário Valdir Piran, que está detido no Centro de Ressocialização de Cuiabá.

Já outros R$ 5 milhões foram divididos entre ex-integrantes do primeiro escalão do palácio Paiaguás que estão presos: procurador Francisco Gomes de Andrade Lima Filho; ex-secretário de Planejamento, Arnaldo Alves; e ainda o ex-secretário de Fazenda, Marcel Souza de Cursi.

Colaboradores, o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, e o ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto, assumiram que receberam a propina e atualmente estão em liberdade.

O advogado Ulisses Rabaneda, que atua na defesa de Silval, explicou os motivos do silêncio do ex-governador.

“O silêncio é uma garantia constitucional. Silval tem optado pelo uso desse direito, pois, antes de ser preso, oficiou às autoridades de Mato Grosso se colocando à disposição. Como houve a opção de prendê-lo para depois questioná-lo, nada mais adequado do que silenciar redundando em esclarecimentos apenas em juízo”, assinala.

Outro que também prestou depoimento ontem no Ministério Público Estadual (MPE) foi o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto da Silva, preso no dia 20 de julho em decorrência da segunda fase da “operação Rêmora”. Ele prestou esclarecimentos ao promotor Clóvis de Almeida Júnior, sobre os fatos que já são investigados na esfera criminal e agora na civil.

De acordo com o advogado Arthur Barros Osti, o ex-secretário ratificou as declarações prestadas ao Gaeco (Grupo de Ação Especial Contra o Crime Organizado) no dia 11 de maio, logo após a 1ª fase da Operação, quando ainda estava em liberdade.

Na ocasião, o ex-secretário ressaltou que não teve conhecimento sobre as fraudes que ocorriam na Pasta.

Ele argumentou que assim que tomou ciência do suposto esquema mandou suspender os pagamentos e exonerou os envolvidos.

Preso desde julho deste ano, na 2ª fase da “Rêmora”, Permínio é acusado pelo Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) de ser o chefe de organização criminosa que fraudou obras de reforma e construção de escolas, que somam R$ 56 milhões.

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