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Em ato de desespero, petista processa Taques para cassar prefeito eleito de SP

Divulgação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), candidato à reeleição derrotado na eleição de 2 de outubro, está tentando cassar o prefeito eleito da capital paulista, João Doria (PSDB), processando governadores do PSDB, sendo um deles, Pedro Taques (PSDB) de Mato Grosso.

Desesperado para barrar a candidatura do tucano, o petista entrou com um pedido de investigação 24 horas antes do início do pleito no domingo (2).

Haddad acusa João Doria de abuso do poder econômico.

VEJA NA ÍNTEGRA REPORTAGEM DO UOL PUBLICADA NESTA QUINTA-FEIRA (6):

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), pediu neste sábado (1º) à Justiça Eleitoral a cassação do registro da candidatura de seu adversário nesta corrida eleitoral João Doria (PSDB).

Advogados de Haddad ingressaram nesta tarde, menos de 24 horas antes do início do primeiro turno das eleições municipais, com uma ação de investigação judicial eleitoral contra Doria.

Eles argumentam que o candidato tucano não pode disputar a eleição, pois abusa de seu poder econômico e político para chegar à prefeitura. Para a assessoria de campanha de Doria, a ação é “um gesto desesperado de um perdedor”.

Na ação, os advogados lembram que Doria é proprietário de várias empresas que receberam repasses de Estados governados por membros do PSDB, inclusive o do Estado de São Paulo, nos últimos anos. Argumentam que os repasses são fruto da influência política de Doria entre seus colegas de partido. Citam ainda que os recursos governamentais pagos às empresas do Grupo Doria podem ter financiado a campanha do tucano a prefeito de São Paulo.

Doria é o maior doador de sua própria candidatura. Segundo TSE (Tribunal Regional Eleitoral), ele já doou mais de R$ 2,9 milhões à sua campanha.

O UOL revelou na sexta-feira (30) que empresas do candidato tucano receberam ao menos R$ 10,1 milhões de governos do PSDB entre 2010 e 2016. O dinheiro veio de repasses de quatro Estados: Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

Na ação aberta neste sábado contra Doria, o prefeito Haddad também processa os governadores Geraldo Alckmin (São Paulo), Marconi Perilo (Goiás), Beto Richa (Paraná) e Pedro Taques (Mato Grosso), porque, segundo a ação, eles estariam colaborando de forma irregular para a campanha de Doria, já que teriam contratado as empresas do candidato.

Advogados de Haddad pedem que todos eles sejam considerados inelegíveis pela Justiça pelos próximos oito anos.

Os advogados de Haddad ainda argumentam que Doria abusa de seu poder econômico nesta eleição. Para eles, Doria utiliza de recursos obtidos com sua atividade empresarial a favor de sua campanha e que parte dessa fortuna seria financiada pelo Poder Público.

Na segunda-feira (26), o Ministério Público também pediu à Justiça Eleitoral a cassação do registro da candidatura Doria. Na ação, o MP também alega por abuso de poder político de candidato e lembra sua ligação com o governador Alckmin.

Não há decisão sobre o pedido do MP. Também não há prazo para julgamento da ação aberta pela coligação de Haddad neste sábado. Caso Doria seja eleito e venha a ser condenado, ele perde o cargo de prefeito.

Outro lado

Segundo a assessoria da campanha de Doria, a ação é “gesto de um perdedor interessado somente em tumultuar o processo eleitoral”. Sobre o mérito da ação, a assessoria disse que só se manifestará após notificação oficial.

O governo do Paraná informou que os contratos firmados com o Grupo Doria não têm qualquer vínculo político. Declarou ainda que a ação de Haddad é motivada por “desespero eleitoral”.

Procurado pelo UOL, o governo de São Paulo ainda não respondeu. A reportagem não conseguiu contato com os governos de Goiás e Mato Grosso.

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