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MPE usa ligação de Silval com Temer para argumentar sua prisão preventiva; ouça

Divulgação

A ligação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) com o presidente da República Michel Temer (PMDB) foi usada pela promotora Ana Cristina Bardusco para justificar o pedido de prisão preventiva do peemedebista, que por sua vez foi acatado pela juíza Selma Rosane dos Santos, da 7ª Vara Criminal.

No pedido cujo Ponto na Curva teve acesso, a promotora destacou que “ele ocupa o cenário político há mais de duas décadas, inicialmente como prefeito, deputado estadual, vice-governador e governador”.

Citou que Silval utilizou de seu partido para obter uma liminar que resultou na soltura de sua esposa Roseli Barbosa, presa na Operação Ouro de Tolo, lembrando que no dia 25 de agosto, Silval recebeu uma ligação da secretaria de Temer dizendo que poderia ir até o gabinete, que o colocaria para falar com o então vice-presidente.

Um dia depois, Roseli conseguiu a decisão que colocou em liberdade, segundo o MPE.

OUÇA ÁUDIOS

Outro argumento utilizado pela juíza Selma Rosana no decreto prisional foi a fuga de Silval durante a primeira fase da Operação Sodoma.

“Assinalo finalmente que Silval da Cunha Barbosa chegou a permanecer foragido durante dois dias após a deflagração da Operação Sodoma I, isto porque, graças a sua influência política, teve informações privilegiadas com antecedência sobre sua prisão, daí a constatação, tanto de sua influência política enorme, quanto de sua indisposição de manter-se à disposição do juízo e da instrução processual”, diz um trecho da decisão.

Líder

A magistrada destacou ainda que “ as provas até agora levantadas na investigação indicam mais uma vez que Silval da Cunha Barbosa atuou como líder da organização criminosa no que diz respeito a recebimento de vantagem indevida pela desapropriação do loteamento Jardim Liberdade”.

Sodoma IV

Silval teve uma nova prisão cumprida no último dia 26, durante a quarta fase da Operação Sodoma. Ele está detido no Centro de Custódia de Cuiabá desde setembro de 2015.

Além dele foram presos Marcel De Cursi, Arnaldo Alves, Silvio César Correia Araújo, Valdir Piran e Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, preso no Rio de Janeiro. Piran e Arnaldo tiveram os mandados de prisão cumpridos em Brasília.

As diligências realizadas evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, nesta capital, no valor total de R$ 31,7 milhões à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda., proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público, em benefício da organização criminosa supostamente liderada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Ficou comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa, as pessoas de Pedro Jamil Nadaf (ex-secretário chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretário de fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretário de planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do INTERMAT), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso Filinto Muller e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior, pai e filho.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15,8 milhões retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de propriedade de Filinto Muller, em prol do grupo criminoso.

Conduções coercitivas

Durante a operação, para prestarem interrogatórios foram conduzidos coercitivamente Valdir Piran Junior, Eronir Alexandre, Marcelo Malouf, José Mikael Malouf, Willian Soares Teixeira, Ademir Beraldi, Eliane Maria da Silva, Catarino José da Silva Neto e Alan Malouf, além do cumprimento de buscas e apreensão em residências e empresas dos investigados.

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