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PUXÃO DE ORELHAS

Revista Veja cita despacho de juiz que ‘esculacha’ propaganda de Wilson

Divulgação

No primeiro turno das eleições em Cuiabá, os seis candidatos a prefeito apresentaram nada menos que 55 representações eleitorais questionando estratégias e possíveis irregularidades dos adversários. Partia de dois deles – Wilson Santos (PSDB) e Emanuel Pinheiro (PMDB) – ações quase que diárias à Justiça.

No segundo turno, quando os ataques são ainda mais explícitos, o tucano levou uma verdadeira bronca do juiz eleitoral Paulo de Toledo Ribeiro Junior pelo conteúdo do programa eleitoral que exibiu na TV.

O motivo: Santos vinculava o adversário e líder nas pesquisas Emanuel Pinheiro ao ex-governador Silval Barbosa, preso há mais de um ano sob a acusação de liderar uma quadrilha que fraudava licitações e cobrava propina de empresas.

No programa eleitoral exibido nesta segunda-feira, Santos tentou colar a imagem do rival ao do político-presidiário.

“A corrupção do Silval, parceiro do Emanuel há muito tempo, deu muitos prejuízos a Cuiabá. Rasgou a cidade ao meio e deixou as fraturas expostas para quem quiser ver. Quebrou muitas empresas e gerou desemprego para nossos trabalhadores. Causou a maior crise da saúde pública da história, principalmente em Cuiabá, que atende o estado inteiro. Silval desviou dinheiro até dos programas sociais, dos nossos idosos e crianças. Quem desvia dinheiro público pode até esquecer fácil, mas nós, as vítimas dos corruptos, não iremos esquecer”, dizia o narrador do programa, exibindo fotos de Silval e de Emanuel.

A resposta da Justiça contra o programa do tucano foi dura. E com direito a sermão do juiz: “Depois de findada a propaganda eleitoral do primeiro turno destas eleições, acreditei, ingenuamente, que os candidatos seriam mais educados politicamente e que tentariam demonstrar a que vieram e não a continuar com as barbáries demonstradas no primeiro turno. Ledo engano. Wilson Pereira dos Santos, Leonardo de Oliveira e a coligação Dante de Oliveira, parece que não entenderam direito ou não sabem mesmo, qual o objetivo da propaganda eleitoral”. Paulo de Toledo continuou: “Os primeiros trinta e dois segundos da propaganda querem fazer crer que o candidato [Emanuel Pinheiro] é parceiro e tem muito a ver com os absurdos que ocorreram em Mato Grosso e em Cuiabá, com os governos anteriores, em face até da corrupção perpetradas por quem não está a concorrer nestas eleições. E a meu ver e sentir, têm o fim exclusivo e pejorar e ridicularizar o candidato da representante”. Ao final, Wilson Santos foi condenado a perder tempo de TV por violação à lei eleitoral.

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