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OPERAÇÃO RÊMORA

Advogada diz que ex-assessor da Seduc preso pelo Gaeco pode fazer delação premiada

Divulgação

A defesa do ex-assessor especial da Secretaria de Educação de Mato Grosso, Fábio Frigeri, patrocinada pela advogada Michelle Marie, em entrevista ao logo-matogrossomais, disse que existe a possibilidade do ex-servidor fazer delação premiada em decorrência da investigação da Operação Rêmora, realizada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco.

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Michelle Marie, advogada de Fábio Frigeri. Foto: Divulgação

“Não descartamos essa possibilidade. Estamos estudando dados técnicos, já que o processo é extenso. Nosso cliente também desde o início colabora com a Justiça”, comentou a advogada.

A defensora não soube precisar quando esse pedido deve ser encaminhado para que o ex-assessor faça o depoimento e na sequência seja homologado pela Justiça.

Fábio Frigeri está preso desde o dia 3 de maio deste ano. Já são mais de cinco meses preso no Centro de Custódia de Cuiabá.

Ainda em maio, o ex-assessor virou réu da ação penal após a Justiça receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado.

Além dele, mais de 20 pessoas também viraram réus, entre elas o ex-secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB), que está preso desde julho deste ano.

OPERAÇÃO RÊMORA

A organização criminosa, conforme o Gaeco, é composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários.

O núcleo de operações, após receber informações privilegiadas das licitações públicas para construções e reformas de escolas públicas estaduais, organizou reuniões para prejudicar a livre concorrência das licitações, distribuindo as respectivas obras para 23 empresas, que integram o núcleo de empresários.

As fraudes no caráter competitivo dos processos licitatórios começaram a ocorrer em outubro de 2015 e dizem respeito a, pelo menos, 26 obras de construção e/ou reforma de escolas públicas em diversas cidades do Estado de Mato Grosso, cujo valor total ultrapassa o montante de 56 milhões de reais.

Segundo o Gaeco, está comprovado que após o pagamento por parte da Seduc aos empreiteiros o valor de (inicialmente 5% e posteriormente de 3%) era devolvido a parte da organização criminosa.

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