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NO BANCO DOS RÉUS

Caso Maiana: Ministério Público do Estado quer pena máxima para acusados

Júri de acusado de matar Maiana é adiado. Foto: Reprodução

Teve início na manhã desta terça-feira (18.10), o julgamento dos três acusados pela morte da jovem Maiana Mariano Vilela, 16 anos, ocorrida em dezembro de 2011.

Os réus Rogério da Silva Amorim, Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva poderão pegar até 33 anos de prisão.

A sessão é presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira e a acusação é de responsabilidade do promotor de Justiça, Jaime Romaquelli. O júri poderá ter duração de dois dias.

Ao todo, foram arroladas 20 testemunhas, sendo cinco da acusação. Como são três réus, cinco para cada.

Mas nem todas as intimações foram cumpridas, algumas pessoas não foram encontradas.

Segundo o Ministério Público, o crime foi perpetrado mediante paga ou promessa de recompensa, e recurso que dificultou a defesa da vítima Maiana.

Já o denunciado Rogério da Silva, praticou o delito por motivo torpe por se tratar de crime de encomenda.

Ademais, preparou e participou diretamente da execução do crime, mandando a vítima ao encontro dos seus algozes, comunicando-se a ele a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima e o meio cruel, pois sabia as circunstâncias em que ela seria morta.

Maiana foi morta por asfixia em uma chácara localizada no bairro Altos da Glória.

Porém, os restos mortais dela só foram encontrados no dia 25 de maio de 2012. Segundo o processo, o crime foi cometido por Paulo e Carlos Alexandre, que teriam sido contratados por R$ 5 mil.

Rogério e a esposa Calisangela Moraes de Amorim seriam os mandantes, motivados por um relacionamento extraconjugal entre ele e a adolescente de 17 anos.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Rogério propôs o homicídio a Paulo sob a “alegação de que a vítima Maiana e sua família estariam extorquindo-lhe dinheiro”. Paulo ofereceu parceria no crime e divisão da recompensa a Carlos Alexandre.

No dia do assassinato, Rogério pediu que Maiana fosse até o local entregar dinheiro ao chacareiro.

Ao chegar lá, a vítima foi rendida pelos executores, que anunciaram um assalto.

Ela foi asfixiada com um pedaço de pano e o corpo abandonado em um matagal.

A ossada da vítima foi encontrada cinco meses depois.

Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.

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