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SODOMA IV

4 delações e uma confissão levaram Gaeco a descobrir fraude em compra de terreno

Divulgação

Na denúncia encaminhada à Justiça, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso revelou que só descobriu a fraude na compra de um imóvel denominado Jardim Liberdade, localizado no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, por causa de quatro delações premiadas e a confissão espontânea do ex-secretário de Estado da Casa Civil, Pedro Nadaf.

Entre os colaboradores estão Filinto Muller, responsável pela lavagem de dinheiro para a organização criminosa, supostamente liderada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) – Antônio Rodrigues de Carvalho, sócio-administrador da empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários, proprietária da área desapropriada, que procedeu ao pagamento solicitado da vantagem indevida à organização criminosa e colaborou para a respectiva lavagem de dinheiro da vantagem indevida paga – Afonso Dalberto, ex-presidente do Intermat – Instituto de Terras de Mato Grosso, na condição de ordenador de despesa do Instituto, no interesse da organização criminosa, autorizou o pagamento da desapropriação e Gabriel Gaeta, que auxiliou na confecção de contrato simulando a Cessão de Direitos e respectivo Instrumento Aditivo, firmado em substituição ao elaborado por determinação da organização criminosa, que tinha o objetivo de garantir o pagamento da vantagem indevida solicitada a Antônio Rodrigues de Carvalho e Levi Machado de Oliveira e justificar o repasse de valores entre Levi e SF ASSESSORIA/FILINTO.

Ao todo, foram denunciadas 17 pessoas. Entre os crimes praticados estão: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, coação no curso do processo, organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação qualificada.

De acordo com a denúncia, protocolada no dia 17 de outubro as investigações desta vez demonstraram o desvio de dinheiro público realizado através da desapropriação de um imóvel que corresponde ao bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, paga na gestão do ex-governador Silval Barbosa, durante o ano de 2014.

Segundo o MPE, a organização criminosa solicitou e recebeu vantagem indevida no valor de R$ 15.857.125,50 para que a indenização de área desapropriada fosse paga e, ainda, com o propósito de ocultar a origem desta vultosa quantia, promoveu sua respectiva LAVAGEM, FALSIDADE IDEOLÓGICA e, por fim COAÇÃO no CURSO do PROCESSO.

O processo foi enviado para a juíza Selma Rosane dos Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal.

Breve histórico

Na primeira fase da operação Sodoma, conforme o MPE, cinco pessoas foram denunciadas.

As fraudes referiam-se à concessão e fruição de benefício fiscal do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), no período de 2011 a 2015, no âmbito do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso.

Já na segunda fase, uma outra denúncia foi oferecida contra 17 pessoas. As investigações trouxeram novos nomes e revelaram outro “modus operandi”, que consistiu na exigência e/ou recebimento de vantagem indevida de fornecedores do Estado.

Entre os crimes praticados estavam: concussão, extorsão, lavagem de dinheiro, fraude processual, constituição de organização criminosa, fraude à licitação e corrupção passiva e ativa.

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