EFEITO IDOSO

Derrotado por Wilson Santos em 2004, Alexandre César declara voto para Emanuel

O petista Alexandre César declarou voto ao candidato Emanuel Pinheiro (PMDB). Em nota pública, César diz os motivos que o levaram a escolher pelo peemedebista.

Alexandre César enfrentou o candidato a prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), em 2004 pela cadeira da prefeitura da Capital, mas acabou perdendo.

Domingo, dia 30, votarei Emanuel Pinheiro, 15!

Como muitos se lembram, em 2004 disputei as eleições para a Prefeitura de Cuiabá pela Coligação Amo Cuiabá. Apresentamos um projeto de cunho popular e participativo, baseado na inversão de prioridades para atender as necessidades daqueles que mais precisam da administração municipal. Com o apoio de 92.647 eleitores/as (33,55 % dos votos válidos) disputamos o segundo turno contra Wilson Santos, que obteve 99.920 votos. Segundo as pesquisas de opinião, alguns dias antes do segundo turno tínhamos o apoio da maioria absoluta dos/as cuiabanos/as. Isso desencadeou um sem número de baixarias da candidatura adversária contra mim, minha família e meus apoiadores, em especial uma “denúncia bomba” de que eu teria tentado roubar a casa de um casal de idosos, fartamente difundida pela propaganda eleitoral, panfletos, cabos eleitorais e atores, que em locais de aglomeração pública (feiras, ônibus, igrejas etc.) representavam cidadãos indignados com aquele “fato”. Com isso, associado a uma campanha fortemente baseada no poder econômico, Wilson Santos foi eleito prefeito, por uma pequena margem de votos (15.326). Representei à Justiça Eleitoral contra ele e os “denunciantes” por calúnia, injúria e difamação. Para não responder por crime eleitoral, o então prefeito aceitou um acordo em que se obrigou a pagar livros para o acervo da UFMT.

Esta mesma prática nefasta para a política cuiabana se repetiu em 2008, quando Wilson Santos se reelegeu (para depois abandonar a prefeitura antes do final do mandato para disputar o governo do Estado) em disputa contra o atual prefeito Mauro Mendes, e se repete novamente neste pleito, em que ele pretende retornar à Prefeitura de Cuiabá, com o apoio do governador Pedro Taques.

Entendo que este tipo de prática deva ser banida da política. Cuiabá, às portas de completar 3 séculos de existência, não merece ser administrada por quem já recebeu, por duas vezes, a oportunidade de governar a cidade e não cumpriu com as promessas que fez, desperdiçando, em razão da má gestão, investimentos significativos em infraestrutura, como aconteceram com o Rodoanel e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de utilizar a prefeitura como trampolim político para outros cargos.

Meu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), em aliança com o PDT e o PCdoB, participou destas eleições em Cuiabá apoiando a candidatura de Julier Sebastião (PDT), tendo a companheira Jusci Ribeiro (PT) como candidata a vice-prefeita. Contudo, não logramos os votos suficientes para estar no segundo turno. Em razão disso, o nosso Diretório Municipal aprovou, por ampla maioria e com o meu apoio, resolução por “não apoiar nenhum dos candidatos e liberar a militância, filiados e filiadas, para exercerem seus votos de acordo com suas consciências” e por “seguir denunciando o vergonhoso golpe de 2016, bem como mobilizando os trabalhadores e segmentos democráticos de nossa cidade a resistir à regressão de direitos, visando a retomada do protagonismo popular”.

Desta forma, no exercício do meu direito de consciência, como eleitor de Cuiabá, cidade onde vivo desde os meus 9 anos, quero acreditar que o voto em Emanuel Pinheiro 15 – em que pese seu partido, o PMDB, ter protagonizado um dos episódios mais tristes da história brasileira, realizando um grave atentado à ordem democrática e constitucional de nosso País – impõe-se como a única alternativa para governar Cuiabá pelos próximos 4 anos, como resposta à prática política dos ataques pessoais, da baixaria eleitoral e do abuso dos poderes político e econômico, com possibilidade de promover medidas que inovem na administração municipal e melhorem a vida dos que mais necessitam .

Penso também que o voto nulo ou em branco, apesar de legítimo e justificável, para aqueles que, como nós do PT, participaram do presente processo eleitoral, é a negação da política como meio de organização da sociedade, não sendo adequado, neste momento em que somos também protagonistas históricos, se omitir de momento tão importante para nossa Capital.

Acredito ainda que esta é também uma oportunidade ímpar de a população cuiabana, especialmente nós, servidores públicos estaduais, darmos uma contundente resposta ao modelo autoritário e neoliberal imposto pelo PSDB em nosso Estado, através do governo Pedro Taques, que tem na possibilidade de eleger o seu líder na Assembleia Legislativa como prefeito um alento a uma gestão rejeitada pela maioria da população cuiabana e mato-grossense.

Por fim, a opção por Emanuel Pinheiro se funda ainda na possibilidade, com a sua eleição, de termos mais um deputado estadual combativo e atuante no parlamento. O Professor Allan Kardec, vereador pelo PT em Cuiabá e segundo suplente da coligação Amor a Nossa Gente II (PT / PMDB / PR / PC do B / PROS) nas eleições de 2014, com a vitória do primeiro suplente Altir Peruzzo em Juína, será efetivado como Deputado Estadual por dois anos, garantindo a ampliação da nossa presença na Assembleia Legislativa.

Por isso, dia 30 voto 15, Emanuel Pinheiro Prefeito de Cuiabá.

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