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LEGADO DE GALINDO

Pinheiro reforça saída da Cab e espera Mendes para decidir futuro da empresa

Reprodução

Era para terminar nesta quarta-feira (2/11) a intervenção da prefeitura de Cuiabá na Cab. Mas o prefeito Mauro Mendes renovou a intervenção que só deve terminar no dia 15 de dezembro, ainda dentro do seu mandato.

O novo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), em entrevista ao SBT Comunidade, nesta segunda-feira (31), voltou a reforçar sua promessa de campanha de que a concessionária não vai continuar na sua administração.

Pinheiro comentou que deve ter uma reunião com o prefeito atual de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), entre quinta ou sexta-feira, para dar início aos trabalhos de transição e saber de Mendes como ele vai tratar a situação da Cab.

“Não existem possibilidades da Cab continuar. Até porque pesam denúncias de que boa parte desses investimentos que seriam aplicados em Cuiabá foram destinados para outras unidades do grupo em outros estados”, ressaltou Pinheiro.

A intervenção

Graves irregularidades detectadas pela Comissão Especial de Auditoria que apurou a situação da CAB Cuiabá, e atendendo a recomendação da Arsec (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá), levaram o prefeito Mauro Mendes a decretar no dia 02 de maio deste ano, a intervenção na concessionária que tem a concessão do abastecimento de água e tratamento de esgoto em Cuiabá. O prazo de intervenção é de 180 dias, que foi prorrogado para o dia 15 de dezembro.

A decisão embasou-se num relatório de 70 páginas elaborado pela comissão que foi criada pelo Decreto nº 5.923 assinado em dezembro passado por Mauro Mendes.

Pelo que foi apurado durante o trabalho, presidido pelo procurador-geral do Município, Rogério Gallo, além das dificuldades criadas pela situação do controlador, o Grupo Galvão Engenharia, que pediu recuperação judicial, a comissão concluiu que houve gestão temerária e existem claros indícios de desvio de recursos da concessão.

A auditoria mostrou que o trabalho da CAB não foi executado a contento não apenas pelas dificuldades enfrentadas por sua controladora, mas também porque a gestão foi inadequada do ponto de vista da governança corporativa.

O relatório apontou 11 indícios de irregularidades, dentre eles, o pagamento de salários altíssimos para a diretoria, bem como prêmios que chegaram a R$ 2 milhões entre 2013 e 2015. Em 2014, por exemplo, o diretor-presidente recebeu, em média, um salário mensal de R$ 150 mil.

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