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OPERAÇÃO SODOMA

Acusado de liderar esquema no Paiaguás, Silval será reinterrogado dia 9

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Foto: Divulgação

A juíza Selma Rosane Arruda Santos, da Vara de Combate ao Crime Organizado, deve ouvir na próxima quarta-feira (9/11), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB)  em decorrência da ação penal que trata a Operação Sodoma, deflagrada pela Delegacia Fazendária, em setembro do ano passado.

A decisão da magistrada é do dia 13 de outubro e publicada no Diário Eletrônico de Justiça.

O novo interrogatório será feito a pedido da defesa do acusado, que após o depoimento do ex-secretário da Casa Civil,  Pedro Nadaf, sobre a mesma Operação, admitiu ter participado de um suposto esquema criminoso na gestão do peemedebista.

O depoimento de Nadaf acabou implicando esses Silval Barbosa, Sílvio Cézar Corrêa e Marcel de Cursi, ex-chefe de gabinete e ex-secretário de Fazenda, respectivamente.

Silval Barbosa será ouvido às 9h30 no Fórum de Cuiabá.

Os quatro, Silval, Nadaf, Marcel e Sílvio negaram que tenha participado de algum esquema criminoso durante a gestão do peemedebista.

Eles negaram que extorquiram o empresário João Bastista Rosa, dono da Tractor Parts, que teria recebido incentivos fiscais de forma indevida pelo Governo com o propósito de retornar propina para o grupo.

No dia 15 de agosto, Pedro Nadaf resolveu colaborar e admitiu que participou do suposto esquema criminoso no governo Silval Barbosa relacionados aos incentivos fiscais. Leia mais aqui.

Nadaf afirmou que Silval era o líder do esquema investigado na Operação Sodoma, em que o mesmo também é réu e motivo pelo qual está preso desde 15 de setembro do ano passado.

Após 11 meses preso, Pedro Nadaf conseguiu a liberdade após dar detalhes de como os supostos crimes aconteciam no governo de Silval Barbosa.

Além de Nadaf, Silval Barbosa (PMDB), Marcel de Cursi foram denunciados. Além deles, Francisco Andrade de Lima Filho, o Chico Lima,  procurador aposentado do Estado; Sílvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa; e Karla Cecília de Oliveira Cintra, ex-secretária de Nadaf na Fecomércio.

Todos responderão pelas acusações de organização criminosa, concussão, extorsão e lavagem de dinheiro. O grupo é acusado de receber mais de R$ 2 milhões em propina.

Os fatos vieram à tona com a Operação Sodoma realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública.

De acordo com a denúncia, no período de 2011 a 2015, “de forma arbitrária e violando os princípios da Administração Pública e, em especial da Administração Tributária, a Organização foi responsável pela edição de inúmeras normas tributárias esdrúxulas, casuísticas e, a serviço de interesses escusos, cujas regras eram criadas no interesse do grupo criminoso, sempre na busca da obtenção de vantagem indevida”.

Conforme as investigações, há indícios de que o grupo também tenha atuado no financeiro do Executivo, realizando pagamentos indevidos ou exigindo vantagem indevida para saldar os compromissos regulares.

ACAREAÇÃO

No pedido que fez para ser reinterrogado, Silval Barbosa também pediu acareação entre Pedro Nadaf e João Batista Rosa, mas Selma Rosane Arruda negou.

INDEFIRO a realização de acareação entre PEDRO JAMIL NADAF e JOÃO BATISTA ROSA, uma vez que, ao prudente convencimento deste Juízo, as medidas se apresentam como inócuas, pois os pretensos acareados foram inquiridos em Juízo, respondendo a questionamentos desta Magistrada, do Ministério Público e das defesas, de modo que, ao ouvi-los novamente, certamente irão insistir nas mesmas versões que apresentaram, diz trecho da decisão.

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