https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2016/05/perminio-pinto.jpg

CARA A CARA COM SELMA ARRUDA

Delator da Rêmora e Permínio Pinto serão ouvidos 12 e 19 de dezembro

Divulgação

O delator da Operação Rêmora, Giovani Guizardi, e o ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto (PSDB), vão depor à Justiça nos dias 12 e 19 de dezembro, respectivamente, a partir das 13 horas.

Os dois estavam previstos para serem ouvidos dia 15 de dezembro, mas houve alteração dos dias na audiência da semana passada.

De acordo com o calendário de oitivas, Permínio e Guizardi vão ser ouvidos pela juíza Selma Rosane Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado, em audiência de instrução e julgamento em decorrência das investigações da Operação Rêmora, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco – em maio e em julho deste ano, respectivamente, para apurar supostas fraudes em contratos de obras e reforma de escolas da Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

Guizardi foi solto na última quarta-feira (30) após ficar 7 meses preso em decorrência da Operação Rêmora, deflagrada pelo Gaeco.

O empresário colocou tornozeleira eletrônica e vai cumprir em torno de 8 meses de prisão domiciliar.

O empresário após a prisão domiciliar passará a cumprir o restante da pena, de um ano, em regime semiaberto.

Ele também terá de devolver aos cofres públicos R$ 240 mil, valor dobrado ao que ele teria sido beneficiado com os esquemas de fraudes na Secretaria de Educação do Estado.

O empresário Giovani Guizardi apareceu como um homem-bomba no meio político de Mato Grosso ao revelar a participação de políticos de peso do PSDB do Estado em uma suposta fraude ocorrida dentro da Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

Entre os agentes políticos citados por Guizardi está o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB),  o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto (PSDB), que está preso desde 20 de julho deste ano na segunda fase da Operação Rêmora, e o deputado federal e presidente do PSDB de Mato Grosso, Nilson Leitão.

Em trechos da delação, Guizardi cita que Guilherme Maluf, Permínio Pinto e o empresário Alan Malouf, dono do bufett Leila Malouf, ficam, ao todo, com 75% da propina que era paga com as supostas fraudes na Seduc.

Já os ex-servidores Fábio Frigeri, que continua preso, e Wander Luiz dos Reis cada um com 5%.

OUTRO LADO

O deputado estadual Guilherme Maluf divulgou nota sobre a delação de Giovani.

“Não participou de nenhuma eventual irregularidade cometida na Secretaria de Educação (Seduc).

Tomará as providências cabíveis assim que a sua assessoria jurídica tiver acesso aos autos do processo e teor das denúncias.

Afirma que confia na justiça e que ficará comprovado de que não teve participação em qualquer irregularidade.”

A defesa do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) disse que prefere esperar o depoimento em juízo do delator para se pronunciar.

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB), acusado por Guizardi de ser responsável pela indicação dos principais servidores públicos que integravam organização criminosa na Seduc para desviar dinheiro em contratos firmados com empreiteiras, se defendeu em nota que segue na íntegra:

“Sobre a citação de Giovanni Guizardi, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) vem a público esclarecer que:

– primeiramente não conhece o delator e nunca teve nenhum contato com ele;

– nunca participou de qualquer reunião com qualquer político, secretário ou qualquer construtora para discutir obras da pasta da Educação;

– a ’dedução’ do delator é no mínimo irresponsável, pois em depoimento ele tem que dizer o que sabe, e não sobre o que deduz ou imagina, como ocorreu;

– na delação não há nenhum tipo de comprovação sobre algum ato ilícito do parlamentar;

– não se especificou de que modo teriam ocorrido os aventados depósitos, o que impede o exercício do contraditório e da ampla defesa;

– mesmo com foro privilegiado, Nilson Leitão coloca o extrato bancário à disposição das autoridades e da sociedade, além de qualquer outra informação que venha colaborar com a justiça e a população;

– em respeito aos mato-grossenses, é importante que sejam investigadas as verdadeiras motivações daqueles que misturam denúncias verdadeiras com afirmações nitidamente falsas, sem nenhum tipo de comprovação, com o claro intuito de tumultuar as investigações”. 

Veja Mais

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *