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DELAÇÃO DE GIOVANI

Maluf diz que delator mente e promete ação; veja

Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), disse que a delação premiada feita pelo empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, em que cita o nome dele por ter recebido 25% de propina das obras da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), é mentirosa, fantasiosa.

A informação foi dada durante entrevista ao programa Resumo do Dia, da TBO, na noite desta terça-feira (6).

Maluf disse que está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos e revelou que vai entrar com processo contra Giovani pelas declarações envolvendo o nome dele.

“Vou acompanhar todos os fatos. Se por acaso for comprovado o nosso não envolvimento, eu vou acionar juridicamente cada um dos envolvidos nesse fato”, comentou.

Guizardi foi solto na última quarta-feira (30) após ficar 7 meses preso em decorrência da Operação Rêmora, deflagrada pelo Gaeco.

O empresário Giovani Guizardi apareceu como um homem-bomba no meio político de Mato Grosso ao revelar a participação de políticos de peso do PSDB do Estado em uma suposta fraude ocorrida dentro da Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

Entre os agentes políticos citados por Guizardi está o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto (PSDB), que está preso desde 20 de julho deste ano na segunda fase da Operação Rêmora, e o deputado federal e presidente do PSDB de Mato Grosso, Nilson Leitão.

Em trechos da delação, Guizardi cita que Guilherme Maluf, Permínio Pinto e o empresário Alan Malouf, dono do bufett Leila Malouf, ficam, ao todo, com 75% da propina que era paga com as supostas fraudes na Seduc.

Já os ex-servidores Fábio Frigeri, que continua preso, e Wander Luiz dos Reis cada um com 5%.

A defesa do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) disse que prefere esperar o depoimento em juízo do delator para se pronunciar.

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB), acusado por Guizardi de ser responsável pela indicação dos principais servidores públicos que integravam organização criminosa na Seduc para desviar dinheiro em contratos firmados com empreiteiras, se defendeu em nota que segue na íntegra:

“Sobre a citação de Giovanni Guizardi, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) vem a público esclarecer que:

– primeiramente não conhece o delator e nunca teve nenhum contato com ele;

– nunca participou de qualquer reunião com qualquer político, secretário ou qualquer construtora para discutir obras da pasta da Educação;

– a ’dedução’ do delator é no mínimo irresponsável, pois em depoimento ele tem que dizer o que sabe, e não sobre o que deduz ou imagina, como ocorreu;

– na delação não há nenhum tipo de comprovação sobre algum ato ilícito do parlamentar;

– não se especificou de que modo teriam ocorrido os aventados depósitos, o que impede o exercício do contraditório e da ampla defesa;

– mesmo com foro privilegiado, Nilson Leitão coloca o extrato bancário à disposição das autoridades e da sociedade, além de qualquer outra informação que venha colaborar com a justiça e a população;

– em respeito aos mato-grossenses, é importante que sejam investigadas as verdadeiras motivações daqueles que misturam denúncias verdadeiras com afirmações nitidamente falsas, sem nenhum tipo de comprovação, com o claro intuito de tumultuar as investigações”. 

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