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DEPOIMENTO DO DELATOR

Propina da Educação era para pagar políticos, empresários e servidores

Divulgação

O empresário Giovani Guizardi, dono da construtora Dínamo, presta depoimento à juíza Selma Rosane Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso, em audiência de instrução e julgamento em decorrência da Operação Rêmora, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco – para apurar suposto crime na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), sob o comando do então secretário Permínio Pinto (PSDB), na tarde desta segunda-feira (12).

O depoimento começou por volta das 14h. O empresário revela praticamente todo o teor da delação premiada feita junto ao Ministério Público do Estado aonde cita a participação de empresários e de agentes políticos nas supostas fraudes ocorridas dentro da Seduc.

O delator cita que o empresário Alan Malouf, dono do buffet Leila Malouf, fez doação de R$ 10 milhões para a campanha do então candidato ao governo do Estado, Pedro Taques – que na época disputava o executivo pelo PDT, sendo o valor não ter sido declarado nas contas de campanha, sugerindo ser de caixa 2.

Guizardi relevou à juíza que doou R$ 300 mil para campanha de Taques, que o dinheiro foi entregue em espécie para Alan Malouf, onde o mesmo teria dito que seria uma forma de não ter dificuldades no Governo.

Giovani Guizardi também confirmou mas uma vez o que já havia dito na delação sobre os agentes políticos.

Segundo ele, o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), Permínio Pinto e o próprio Alan Malouf, que mesmo com resistência para entrar no suposto esquema, disse que o negócio ‘não cheirava bem’, receberam, cada, 25% da propina paga pela Seduc.

Giovani e outros empresários também receberam propina, mas em um percentual menor.

De acordo com Giovani, os empresários que pagavam a propina recebiam pelos serviços em dia.

O delator citou que o ex-secretário Permínio Pinto era o chefe do esquema, pois tinha a Seduc na mão.

Em nota divulgada na semana passada, Guilherme Maluf negou que tenha participado de qualquer esquema criminoso na Seduc.

Ele admitiu a indicação de dois servidores, mas negou que houve orientação para prática de crimes na pasta.

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