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NO OLHO DO FURACÃO

Permínio será ouvido por Selma Rosane nesta 5ª

Divulgação

O ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto (PSDB), os ex-servidores Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias, serão ouvidos nesta quinta-feira, por volta das 13h30, na Vara de Combate ao Crime Organizado, pela juíza Selma Rosane Arruda.

Os três são acusados de participar de uma suposta organização criminosa, sob a liderança de Permínio Pinto, de acordo com o Gaeco, na Secretaria de Educação do Estado (Seduc).

Permínio é o único dos três que ainda continua preso no Centro de Custódia de Cuiabá.

Ele foi preso durante a segunda fase da Rêmora, no dia 20 de julho deste ano.

A primeira fase da Operação Rêmora foi realizada no dia 3 de maio e levou à prisão servidores e empresários do ramo da construção civil, entre eles, Giovani Guizardi, delator da Operação Rêmora, que chegou a ficar preso em torno de 7 meses.

Giovani foi solto no último dia 30 de novembro após acordo de delação premiada.

No teor do depoimento ao MPE e a juíza Selma Rosane Arruda, Guizardi evidenciou que Alan Malouf, preso ontem, durante a terceira fase da Rêmora, investiu em torno de R$ 10 milhões na campanha do governador Pedro Taques (PSDB).

Além disso, o empresário citou que Permínio Pinto e Alan Malouf ficavam com 25% da propina paga pelos empresários que mantinham contrato com a Seduc.

As fraudes no caráter competitivo dos processos licitatórios começaram a ocorrer em outubro de 2015 e dizem respeito a, pelo menos, 23 obras de construção e/ou reforma de escolas públicas em diversas cidades do Estado de Mato Grosso, cujo valor total ultrapassa o montante de 56 milhões de reais.

O Gaeco destacou o papel preponderante de Giovani Belatto Guizardi que foi elencado pela organização criminosa como a pessoa responsável pela arrecadação da propina que era paga pelos empreiteiros com a finalidade de garantir o êxito no recebimento pelas medições subseqüentes das obras contratadas pela Seduc.

Enfatizou, ainda, que ficou devidamente comprovado que após o pagamento por parte da Seduc aos empreiteiros o valor de (inicialmente 5% e posteriormente de 3%) era devolvido a parte da organização criminosa através do arrecadador da propina Giovani Belatto Guizardi.

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