QUEM É O SULTÃO???

Permínio Pinto diz que Pedro Taques não sabia de esquema dentro da Seduc; ouça

O ex-secretário de Educação do Estado, Perminio Pinto (PSDB), revelou em depoimento à juíza da Vara de Combate ao Crime Organizado, Selma Rosane Arruda, na tarde desta quinta-feira (15), que o governador Pedro Taques (PSDB) não tinha conhecimento da suposta fraude que vinha ocorrendo na Seduc.

Segundo Perminio, ele disse que permitiu que o suposto esquema ocorresse, já que tinha sido procurado pelo empresário Alan Malouf e Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora.

No depoimento à juíza, Perminio relatou que Alan Malouf havia sido o coordenador de campanha financeiro do governador e que havia feito um ‘investimento’ alto e que como a Seduc realiza muitas obras queria ser ressarcido por lá.

Além do investimento alto, o ex-gestor observou que na reunião com Alan Malouf, que teria ocorrido em dezembro de 2014, o mesmo teria dito que teria feito a indicação dele para o cargo de secretário de Educação.

Mesmo admitindo ter recebido propina, Perminio contou não saber ao certo dizer com quanto havia ficado e que os valores foram usados para assistencialismo político, já que o mesmo tinha interesses nas eleições municipais deste ano.

O ex-secretário negou que seja o líder da organização criminosa.

O chefe do Gaeco, promotor Marco Aurélio Castro, em entrevista à imprensa, disse que espera que Perminio revele quem seja o líder da organização.

DEPOIMENTO AO GAECO APÓS A PRIMEIRA FASE DA RÊMORA

Alguns dias após a realização da primeira fase da Operação Rêmora, no dia 11 de maio deste ano, Perminio Pinto foi ‘convidado’ pelo Gaeco para dar esclarecimentos.

Antes de ser ouvido, www.matogrossomais.com.br falou com Perminio Pinto, que, revelou à época, não ter conhecimento das supostas fraudes ocorridas na Seduc e que essas informações deveriam ser obtidas por meio do Gabinete de Combate à Corrupção e Transparência, que tinha informações sobre denúncias de crime ocorrendo na Secretaria de Educação do Estado.

Ainda segundo Perminio, ele disse que só teve conhecimento das supostas fraudes quando houve a Operação Rêmora, e, que após isso, tomou as medidas necessárias, como o corte de pagamento para as empresas e as demissões dos servidores supostamente envolvidos.

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