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DEPOIMENTO NO GAECO

Alan diz que pagou contas de campanha e admite participação em esquema

Divulgação

O empresário Alan Malouf, preso na última semana no Setor de Operações Especiais (SOE) durante a terceira fase da Operação Rêmora, afirmou em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco –  que foi procurado no primeiro semestre de 2014 pelo então senador Pedro Taques (na época no PDT) em sua residência.

No encontro, Taques teria dito a Malouf o interesse em disputar a eleição para governo em outubro daquele ano.

Segundo Malouf, o então senador teria pedido apoio para que o empresário pudesse aglutinar empresários em prol da sua campanha.

Após a campanha eleitoral, com a vitória, Taques teria questionado Alan se ele não teria interesse em fazer parte do governo, o mesmo disse ao Gaeco que rejeitou a proposta.

Que ainda ao final da campanha, Taques teria dito a Malouf que houve uma despesa de campanha não declarada e pediu ajuda para quitar.

Alan teria dito que ajudou na quitação da dívida, mas que não se recorda o valor que deu.

Alan Malouf também negou que ele tenha feito a indicação de Perminio Pinto (PSDB) para ser secretário de Educação.

Em depoimento, ele disse que essa indicação foi do presidente do PSDB de MT, Nilson Leitão, e do próprio governador Pedro Taques (PSDB).

No depoimento aos promotores do Gaeco, Alan Malouf confirmou que recebeu em torno de R$ 260 mil de propina, mas negou ter participado do ‘operacional’ do esquema.

OUTRO LADO

Por meio de nota, o governador Pedro Taques se posicionou quanto à declaração de Alan Malouf ao Gaeco.

“Acerca do depoimento do investigado na Operação Rêmora, Alan Malouf, ao GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e NACO (Núcleo de Ações de Competências Originárias) do Ministério Público de Mato Grosso, no último dia 16, e divulgado à imprensa nesta segunda-feira (19.12), o Governo de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue: 

01) O governador Pedro Taques e o secretário da Casa Civil, Paulo Taques, negam enfaticamente as afirmações levianas e absurdas do investigado Alan Malouf sobre a fantasiosa existência de valores não contabilizados (o chamado “caixa dois”) na campanha de 2014, e reiteram que todas as movimentações financeiras do referido pleito eleitoral encontram-se devidamente registradas na Prestação de Contas do PDT, partido pelo qual Pedro Taques disputou àquelas eleições – inclusive as despesas ainda não pagas – sendo que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. 

02) O governador e o secretário afirmam, ainda, que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais, e que todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados. 

03) O governador e o secretário classificam as declarações do investigando como uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam, ainda, que o investigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação – com o claro propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si -, e informam que constituirão advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. 

E a verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos. 

04) Por fim, o Governo do Estado esclarece que, embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de 01 de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por estrita obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do Governo do Estado ou em qualquer outro Governo.”

Cuiabá-MT, 19 de dezembro de 2016.

GCOM – Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso

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Um comentário em “Alan diz que pagou contas de campanha e admite participação em esquema”

  1. Anildo disse:

    Caiu a mascara infelizmente fomos enganado como eleitor mais um demosteres torres prwgasor de falca moraridades

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