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FRAUDES NA SEDUC

Juíza revoga prisão e Alan passa Natal em família

Divulgação

A juíza plantonista Maria Rosi Meira Borba, do Fórum de Cuiabá, revogou neste sábado (24) a prisão preventiva do empresário Alan Malouf, decretada no último dia 14.

Com a decisão, o empresário passará o Natal com sua família. Em nota, a defesa do empresário afirmou que não irá comentar a decisão por conta do processo seguir em segredo de Justiça.

“Apenas reafirma que seu cliente sempre esteve à disposição das autoridades e segue contribuindo para o esclarecimento de todos os fatos”, diz a nota.

Alan foi preso durante a 3ª fase da Operação Rêmora, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), a mando da juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

A operação apura um esquema de propina e fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação. (Seduc).

O esquema consistia na exigência de dinheiro de empresários que tinham valores a receber da Pasta.

Alan Malouf é acusado de ser um dos líderes do esquema, ao lado do ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB), e do empresário Giovani Guizardi, que é delator das tratativas ilícitas.

Em depoimento ao Gaeco, relatou que ajudou o governador Pedro Taques a pagar por débitos não declarados de sua campanha eleitoral, em 2014.

Aos promotores de Justiça, o empresário disse: “Ao final da campanha, houve um débito de campanha não declarado, sendo que Pedro Taques me pediu apoio para o pagamento desse débito. Ajudei nessa composição, mas não me recordo, por hora, do montante”.

Alan relatou ao Gaeco que, em março ou abril de 2014, foi procurado por “seu amigo” Pedro Taques, em sua residência, ocasião em que o então senador lhe teria dito que gostaria de se candidatar ao Governo do Estado.

“Ele me solicitou ajuda no sentido de conseguir apoio de partidos e pessoas. O grupo de apoio à sua candidatura era formado por mim e outros empresários”, disse.

Segundo Alan, após vencer as eleições, Taques lhe perguntou se ele teria pretensão de ocupar algum cargo no Governo. Ele teria dito ao governador eleito que “não queria nada”.

Alan também disse aos promotores de Justiça que foi procurado por Giovani Guizardi, que é casado com sua prima Jamille Grunwaldi, que lhe relatou a ocorrência de um esquema na Seduc, com envolvimento de empresários do setor da construção e servidores da pasta.

As informações são do Midianews.

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