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CARTAS DE CRÉDITO

Paulo Prado manda recado à ALMT: CPI não abala MPE; veja vídeo

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado, em entrevista ao SBT Comunidade, da TV Rondon, na última quinta-feira (12), detalhou o polêmico caso das cartas de crédito, que acabou virando alvo de uma CPI instalada pela Assembleia Legislativa do Estado para apurar supostas irregularidades.

Prado, na entrevista, explicou como surgiu o benefício aos promotores e procuradores do MPE.

Segundo ele, à época, durante o governo Blairo Maggi (no PR), o MPE fez um levantamento de quanto os promotores e procuradores tinham direito a receber.

“O Estado não tinha como pagar e nós (MPE) não tínhamos orçamento para pagar isso aí”, comentou Prado.

De acordo com o procurador-geral de Justiça, o Estado então sugeriu que ou determinado membro do MPE pudesse receber de forma integral quando aposentasse ou que vendesse esse direito no comércio.

Prado relatou que cada membro recebeu sua certidão de crédito.

Do total de membros que receberam, 42 procuraram a Associação do Ministério Público do Estado e negociaram no mercado.

Segundo Prado, uma empresa (não revelou o nome) disse que tinha interesse em comprar esses direitos por ter dívidas com o Estado.

A empresa teria dito que pagaria por cada certidão o valor de 75%, divididos em 12 meses, sem juros.

“Eu também recebi, eu também precisava. Não tenho vergonha, eu precisava. Não sou filho de pai rico, não sou filho de família abastada. Vendi, declarei até os centavos”, alegou Prado.

Paulo Prado alega que o Tribunal de Contas do Estado já questionou duas vezes o caso. O chefe do MPE também disse que a Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público do Estado recebeu denúncia sobre o assunto.

“Entreguei todos os documentos. Quer entrar dentro do meu computador, da minha sala, tá aqui. Não tem como você colocar debaixo do tapete”, observou.

Sobre a CPI instaurada pela Assembleia Legislativa para apurar possíveis falhas no processo, Prado alegou estar “tranquilo” sobre a investigação, e disse que é uma tentativa da ALMT fazer uma retaliação ao serviço prestado pelo MPE perante à sociedade.

“Isso não me abala e não abala ninguém do Ministério Público. Nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho.  Eu não tenho nada a esconder da minha vida. Então, terminem com essa CPI, se tiver culpados, que aponte, se tiver inocentes, que arquive”, revelou.

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