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NOITES DE INSÔNIA

Selma prevê novas operações e diz sofrer “pressão” para a aposentadoria

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, afirmou que este ano será um período “turbulento” para a Justiça do Estado.

Ela contou que diversas investigações devem ser concluídas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e operações devem ser deflagradas. Haverá também a conclusão de operações iniciadas nos últimos anos.

Responsável por operações como a Sodoma, Seven, Rêmora, Imperador e Sodoma, a magistrada explicou que nos próximos meses haverá desdobramentos e novas ações na Justiça mato-grossense. “Vamos ter um ano turbulento, porque ainda existem muitas investigações pendentes, que deverão ser findadas.

Muitas ações penais ainda devem ser oferecidas pelo Ministério Público e outras fases dessas operações devem ser deflagradas”, disse em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta segunda-feira (16).

De acordo com a juíza, diversas operações terão suas sentenças proferidas ainda neste ano. “Prevejo também que as primeiras fases da Sodoma e de outras operações devem ser finalizadas em 2017″.

Ela não descarta que novas prisões sejam decretadas para figuras que estiverem envolvidas em casos de corrupção. “Se houver necessidade e requerimento do Ministério Público, vamos analisar cada caso e decidir se há a viabilidade de decretar prisões. Mas isso ocorre somente com a vinda e a conclusão dos processos. Também dependerá, principalmente, do comportamento das pessoas investigadas”, pontuou.

As decisões que ainda devem ser proferidas neste ano podem acabar fazendo com a magistrada postergue a aposentadoria, que poderá ser concedida a partir de agosto. “O certo é que ainda não decidi nada a respeito desse assunto [sobre se aposentar]. Tenho um trabalho grande para ser desenvolvido aqui, tenho ainda bastante energia e não sei se me adaptaria a essa vida de aposentada”, comentou.

Selma Arruda contou que familiares e amigos a aconselharam a se aposentar ainda neste ano, logo que completar o tempo de suficiente para o trabalho. Eles teriam alegado que o ofício da juíza traz um grande desgaste pessoal e familiar.

Porém, ela relatou viver um dilema em relação ao encerramento da carreira. “Tem dias em que estou bem apta a deixar que um colega mais novo assuma a função e em outros dias penso que devo, ao menos, concluir esses processos que foram iniciados por mim, até em respeito aos réus, às testemunhas e às provas produzidas, para depois me aposentar”, revelou.

Foto: Folhamax

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