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OPERAÇÃO RÊMORA

“Recorrer é uma questão de honra”, diz chefe do Gaeco sobre prisão de Alan

Coordenador do Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Marco Aurélio de Castro confirmou que vai recorrer da decisão que colocou em liberdade o empresário Alan Malouf, no dia 24 de dezembro.

Malouf foi liberado após decisão da juíza plantonista Maria Rosi Meira Borba, do Fórum de Cuiabá.

Ele explicou que os autos ainda não estão disponíveis, mas acredita que isso ocorra na segunda-feira (23) e será feita a carga pelo Gaeco.

“Posso te dar certeza, vamos recorrer. Se pedimos a prisão, insistimos e veio uma decisão que não concordamos. É uma questão até de honra recorrer”, afirmou.

Questionado se a discordância da decisão está relacionada ao fato de ter sido proferida durante o plantão judiciário, Castro disse que seria um dos motivos mas, para ele, o mais grave foram os argumentos apontados pela magistrada que concedeu a liminar.

“Essa questão [plantão] cabe interpretações. Acho que não caberia aquele tipo de decisão no plantão, mas a juíza tem os fundamentos para entender que cabe. O que mais choca o Gaeco é que os fundamentos não têm subsídio probatório nenhum. Um deles, por exemplo, de que ele é confesso”, afirmou.

“A juíza não tinha conhecimento da matéria para saber se a pseudo-confissão dele era uma verdade ou mentira, ou seja, ele não colaborou com as investigações ao ponto de dizer: Não, a pessoa está disposta a colaborar’. Quem pode dizer que ele está dizendo a verdade ou não é quem está no processo, ou seja, o Gaeco que contém a prova e a doutora Selma Arruda [juíza titular do processo], que conhece as provas também. Me parece que a juíza não tinha acesso as provas, porque estão nos autos que não faziam parte do habeas corpus. São oito a dez volumes de prova, não é uma coisa que você senta uma tarde e lê. Me parece, com todo o respeito que tenho, por aí ela pecou”, afirmou.

O recurso será submetido ao Tribunal de Justiça e deve ser distribuído ao desembargador Rondon Bassil.

Rêmora 3

Alan Malouf foi preso no dia 14 de dezembro, quando o Gaeco deflagrou a terceira fase da Operação Rêmora, que revelou um esquema de cobrança de propina de empresários que tinham contratos na Secretaria de Estado de Educação.

Dois dias depois, ele prestou depoimento e confirmou que houve caixa 2 na campanha do então governador Pedro Taques (PSDB).

Ele disse que foi procurado em 2014 pelo próprio Taques, para que lhe auxiliasse em sua campanha.

Alan conta que participou da campanha e ao final restou uma dívida, ajudando a saldá-la.

O empresário confirmou que foi responsável por apresentar Giovani Guizardi ao ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, mas negou que tenha sido o idealizador do esquema para receber o dinheiro gasto na campanha, conforme dito por Guizardi.

Ele contou que recebeu R$ 260 mil e chegou a repassar R$ 40 mil ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Guilherme Maluf , a pedido de Giovani.

Assim como Guizardi, o empresário afirmou que o deputado federal Nilson Leitão era o responsável pela indicação de Permínio.

Com informações do Midia News

Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

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