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SUBSTITUTO DE FÁBIO GARCIA

Valtenir Pereira e Victório Galli disputam liderança da bancada federal de Mato Grosso

Divulgação

Pela primeira vez a bancada federal de Mato Grosso não se entende sobre o nome para sua coordenação.

Os deputados Valtenir Pereira (PMDB) e Victorio Galli (PSC), entraram na disputa.

Senadores e deputados tentam encontrar uma saída consensual. Valtenir mantém o nome e Galli admite composição, mas não cita seu oponente ao cargo.

Mesmo com a bancada defendendo o consenso, há divisão de forças. Galli tem apoio de seus colegas Ezequiel Fonseca (PP), Ságuas Moraes (PT) e Nilson Leitão (PSDB). Carlos Bezerra (PMDB) apoia Valtenir.

Os senadores Wellington Fagundes e Cidinho dos Santos (ambos do PR) não declararam o voto.

O deputado Adilton Sachetti (PSB) encontra-se afastado da Câmara para tratamento médico.

A reportagem não conseguiu contato com o senador José Medeiros (PSD) e o deputado Fábio Garcia (PSB).

A bancada é formada pelos três senadores e os oito deputados federais mato-grossenses. O primeiro nome lançado foi o de Valtenir apoiado por seu colega Bezerra, que insiste em sua defesa. Depois Galli encontrou em cena.

Os integrantes da bancada tentam contemporizar a questão, mas não se vê movimentação prática nesse sentido.

Para Cidinho a disputa não é boa para ninguém. “Líder de uma bancada com 11 nomes que não tem apoio de todos não é líder de nada”, pondera. Cidinho, que integra o grupo que tenta costurar a unidade.

O deputado Ságuas também torce pelo entendimento, mas nem por isso se mantém neutro. Em caso de disputa seu voto será de Valtenir.

“Tenho compromisso com ele (Valtenir)”, argumenta Ságuas, que sugere a retirada do nome de Valtenir.

Posicionamento igual ao de Ságuas tem seu colega Leitão, que prega o consenso por entender que o coordenador representa todos os parlamentares e que sua indicação não deve passar por disputa, “é um assunto muito interno de todos nós”, resume. Mesmo em busca da unidade Leitão defende o nome de Galli, o que pode ser entendido assim: um só nome, desde que não seja o de Valtenir.

Ezequiel explica que em eleição anterior recebeu o voto de Galli e que à época lhe prometeu que o acompanharia caso ele se lançasse candidato a coordenador. “Tenho que cumprir”, avalia Ezequiel, que na Câmara é colega dos dois candidatos. Essa disputa criou uma situação delicada para Ezequiel. Ele explica que assinou na lista dos apoiadores do nome de Valtenir avalizando sua candidatura, porque nela viu a assinatura de Galli; depois Galli recuou do apoio a Valtenir. Nesse vaivém Ezequiel fica na linha de fogo de um e de outro, mas sua palavra empenhada prevalecerá se não houver acordo entre os deputados, como ele acredita que acontecerá.

Wellington disse que não quer votar em clima de disputa. “Temos que buscar o entendimento”. Para ele, esse tipo de divisão é prejudicial a todos, porque o coordenador tem que ser o articulador dos 11.

A eleição para a coordenação da bancada federal acontecerá no começo de fevereiro e o eleito exercerá a função por um ano.

O escolhido substituirá Fábio Garcia, que em 9 de fevereiro de 2016 foi indicado por unanimidade por seus pares.

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