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ALAN MALOUF

Gaeco faz pedido de nova prisão e diz que empresário não falou tudo

Divulgação

O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), promotor Marco Aurélio de Castro, enviará até sexta-feira (27) um novo recurso requerendo à Justiça novo pedido de prisão preventiva ao empresário Alan Malouf.

Segundo informou o promotor, os argumentos da prisão continuam inalterados e Malouf ainda não disse tudo que sabe.

As informações foram dadas, na tarde desta terça-feira (24). Malouf é um dos suspeitos de integrar esquema de corrupção que teria sido descoberto pelo Ministério Público do Estado (MPE), por meio da Operação Grão Vizir.

De acordo com Marco Aurélio, Alan não fez um acordo de colaboração à Justiça: “Ele não fechou um acordo de colaboração, ele apenas confessou parte da história. Nesse caso há uma grande diferença entre uma delação e uma confissão parcial”, disse.

Apesar disso, o coordenador do Gaeco afirmou que mesmo que Alan não conte toda a história – que supostamente sabe – ele não pode ficar em liberdade. “Ele ainda possui muita informação para falar à Justiça. Mas independente de falar ou não, os argumentos usados pelo Gaeco – no ano passado para pedir sua prisão -se mantém inalterados. Não existem dúvidas para a manutenção da [prisão] preventiva. Até esta sexta-feira (27) nosso recurso deverá ser entregue à Justiça”, pontuou.

Além disso, Marco Aurélio explicou que o Ministério Público não crê que a decisão da juíza, Maria Rosi Barbosa, tenha sido acertada. “A juíza entendeu que não haviam mais argumentos para mantê-lo preso. Mas nós não acreditamos que ele tenha toda a verdade que sabe”.

A magistrada decidiu revogar a prisão preventiva no dia 24 de dezembro, acolhendo pedido da defesa conduzida pelo advogado Huendel Rolim. Alan Malouf tornou-se alvo do Gaeco, sendo preso na Operação Grão Vizir, um dos desdobramentos da Operação Rêmora que apura desvio de dinheiro dos cofres da Secretaria de Estado de Educação.

Além disso, também é investigado na Operação Sodoma da Polícia Civil, pela suspeita de lavagem de dinheiro em favor do grupo político do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em um esquema que teria desviado R$ 15,857 milhões dos cofres públicos por meio de fraude na desapropriação do bairro Jardim Liberdade.

O Ministério Público sustenta que o empresário tinha a função de formular e aprovar os métodos para desviar dinheiro público da Secretaria de Educação, no período em que foi chefiada pelo ex-secretário Permínio Pinto (PSDB), também acusado de fazer parte da quadrilha.

Por nota, a assessoria do empresário disse que prefere aguardar um eventual pedido de prisão para se manifestar e que, por ora, não vai se atear às declarações do promotor.

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