SUCESSOR DE PEDRO NADAF

MPE investiga supostas irregularidades de Hermes Martins na direção da Fecomércio

O Ministério Público Estadual abriu um inquérito para apurar supostas irregularidades que teriam sido cometidas na administração da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio).

Entre os eventuais atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos no sistema Fecomércio/Sesc/Senac que devem ser investigados pelo MP está o plano de demissão voluntária, que pagou valores considerados altos para dispensar funcionários.

Segundo o advogado da entidade, Homero Marchezan, os critérios adotados para o pagamento das indenizações aos funcionários que aderiram ao plano de demissão voluntária não são exclusivos do Sesc e do Senac. “São práticas realizadas, em média nesses mesmos patamares, pelas demais instituições”, afirmou.

Diantes das supostas irregularidades, os representantes dos sindicatos que compõem a Fecomércio convocaram uma assembleia para decidir o futuro do atual presidente da entidade, Hermes Martins da Cunha, e do tesoureiro da instituição.

A reunião ocorre no próximo dia 20 de fevereiro, quando serão colocados em votação os afastamentos do presidente e do tesoureiro por 180

Hermes da Cunha está na presidência da Fecomércio desde o dia 28 de setembro de 2015. Antes, ele ocupava o cargo de vice-presidente, tendo assumido apenas quando o então presidente, Pedro nadaf, foi preso na operação Sodoma, que investiga a suposta cobrança de propina das empresas em troca de beneficios fiscais do estado.

Por meio de nota, Hermes disse que nenhuma irregularidade foi constatada durante a gestão dele e que, quando assumiu a presidência, abriu uma auditoria na entidade. De acordo com o presidente, todos os gastos da sua gestão foram comprovados e a prestação de contas foi aprovada pelos conselheiros.

“São gastos que foram efetuados, inclusive, com a participação dos conselheiros. Nós encaminhamos todos os meses o nosso balancete para que eles tomem conhecimento. Com relação aos gastos de viagem, nós temos inclusive revistas e fotos onde eles aparecem presentes nessa viagem. Foi uma viagem promovida pelo Sebrae, um encontro empresarial, e lá nós estivemos com 14 conselheiros”, disse.

Gastos questionados

Desde abril de 2016, os conselheiros estariam questionando a movimentação de dinheiro da Fecomércio sem autorização do conselho e gastos considerados exagerados, como R$ 150 mil para compra de materiais diversos, R$ 738 mil referentes a diversos serviços prestados por terceiros e uma viagem aos EUA, no valor de R$ 173,5 mil.

Outro fato que teria chamado a atenção dos conselheiros ocorreu quando Hermes ainda era vice-presidente de Pedro Nadaf.

Na ocasião, R$ 426,3 mil entraram e saíram da conta da federação sem que fosse esclarecido a origem e o destino do banheiro. Segundo a Fecomércio, uma auditoria foi feita para investigar a transação e restou comprovado que não houve prejuízo para a entidade.

À Justiça, Pedro Nadaf confessou que usou indevidade a conta da federação para receber dinheiro, sem a participação de outros diretores. Segundo o atual presidente da entidade, providências para evitar que esse tipo de situação se repita já foram tomadas.

“É encaminhado mensalmente um balancete e todos os gastos são detalhados para todos os conselheiros. Então, eles têm conhecimento de cada centavo que a federação gasta no decorrer dos meses”, afirmou.

Veja Mais

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *