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EFEITO SODOMA

PMDB de MT sai em defesa de Francisco Faiad e crítica juíza Selma Arruda por Operação

Presidente do MDB, Bezerra defende Valtenir. Foto: Divulgação

Os Diretórios Municipal e Estadual do PMDB divulgaram nota de repúdio contra a quinta fase da Operação Sodoma em que envolve o nome do advogado Francisco Faiad, membro do partido. (ver nota no final da reportagem).

Na nota, o PMDB critica de forma dura a juíza Selma Rosane Arruda, responsável pelos pedidos de prisão contra os alvos dessa fase da Operação Sodoma, argumentando que a magistrada não tem provas ou razão robusta para manter Silval e integrantes da gestão do peemedebista presos no Centro de Custódia de Cuiabá.

O PMDB também mandou um recado à juíza. O Partido disse que não vai descansar até que se prove todas as regularidades praticadas por seus integrantes.

Faiad, que já foi secretário de Administração da gestão Silval Barbosa (PMDB), presidente da OAB/MT e candidato a vice-governador na chapa com Lúdio Cabral (PT), foi alvo da quinta fase da Operação Sodoma realizado por agentes da Polícia Judiciária Civil, realizada nesta terça-feira (14).

A quinta fase da Sodoma investiga fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa, de acordo com as investigações da Delegacia Fazendária (Defaz).

A investigação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar, nos estados de Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra os investigados: Valdisio Juliano Viriato, Francisco Anis Faiad, Silval da Cunha Barbosa, Sílvio Cesar Corrêa Araújo, Jose Jesus Nunes Cordeiro.

Entre os conduzidos coercitiva para interrogatórios estão: Wilson Luiz Soares, Mario Balbino Lemes Junior, Rafael Yamada Torres, Marcel Souza de Cursi.

Os suspeitos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, nos anos de 2011 a 2014, com o Governo do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana  (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas.

Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões. 

VEJA NOTA DE REPÚDIO DO PMDB

Diante da deflagração da Operação Sodoma V, em que o Presidente do Diretório Municipal de Cuiabá do PMDB teve sua prisão preventiva decretada, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro vem a público manifestar seu repúdio à forma como vem sendo conduzidas as investigações, e esclarece que

1) O companheiro Francisco Aniz Faiad, Presidente do Diretório Municipal, é advogado de ilibada reputação, tendo sido Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Estado de Mato Grosso, nada havendo, até a presente data, que o desabone;

2) Os fatos divulgados sobre a investigação remetem à sua origem no ano de 2011, data em que o companheiro Faiad não exercia qualquer cargo público governamental;

3) As empresas sobre as quais, pairam suspeitas tiveram seus contratos efetivados anteriormente à ocupação pelo advogado Faiad como Secretário de Administração, gestão, aliás, que não é questionada como tendo originado qualquer irregularidade;

4) Causa estranheza que, justamente no dia previsto para julgamento de processo que poderá culminar com a anulação ou relaxamento da prisão do ex-governador Silval Barbosa e outros cuja liberdade está cerceada, tenha a magistrada decretado nova prisão preventiva, como a reafirmar a intenção de manter indefinidamente detidos integrantes do Governo anterior, sem prova ou razão robusta que a justifique.

5) O PMDB envidará todos os esforços e recursos legais ao seu alcance para comprovação da regularidade dos atos praticados pelos seus integrantes.

O PMDB reitera seu repúdio à que julga injusta a prisão preventiva de Francisco Aniz Faiad e demais membros ora detidos, manifestando solidariedade e crença na Justiça do Estado de Mato Grosso e no equilíbrio que deverá nortear a decisão de revogar tal medida.

Diretório Regional do PMDB / Mato Grosso
Diretório Municipal do PMDB/ Cuiabá

Com assessoria da PJC

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