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RODRIGO CLARO

IPM sobre morte de aluno do Corpo de Bombeiros ainda não é concluído

Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso divulgou nota pública nesta quarta-feira (15) para informar que ainda não foi concluído o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura as circunstâncias da morte do aluno Rodrigo Claro, do 16º Curso de Formação de Soldados do Corpo de Bombeiros Militar.

Divulgações feitas na imprensa no dia de hoje citaram que a tenente do Corpo de Bombeiros Isadora Ledur, suspeita de tortura psicológica e física, com acusão de ter praticado sessões de afogamento contra o aluno Bombeiro Rodrigo Claro, morto após ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC), não foi indiciada na investigação de homicídio ou tentativa de homicídio.

“Não há indícios de cometimento de homicídio ou de tentativa de homicídio contra o aluno a soldado Rodrigo Patrício Lima Claro durante a instrução de travessia na Lagoa Trevisan, no dia 10/11/2016”, cita em sua investigação o Coronel do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges.

Outros dois oficiais do Corpo de Bombeiros também aparecem na investigação e são citados por negligência diante do que ocorreu com Rodrigo Claro.

O inquérito já está na Corregedoria da corporação, que ainda vai realizar a análise da apuração para decidir pela homologação (concordância com o relatório apresentado no inquérito) ou avocação (discordância ou apresentação de outra solução da apontada no relatório). Apenas após esse procedimento é que o inquérito vai à conclusão.

O Corpo de Bombeiros Militar ressalta que investiga os fatos reunindo indícios de autoria e materialidade.

A competência de impetrar denúncia é do Ministério Público.

O Corpo de Bombeiros esclarece ainda que aquilo que for apurado no Inquérito Militar serve de subsídio para a Promotoria Militar oferecer ou não denúncia.

Rodrigo Claro estava internado após passar mal em uma aula na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, morreu na noite do dia 15 de novembro do ano passado.

Segundo a família, Rodrigo estava em coma na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital, desde o dia 10 de novembro. O jovem fazia aula de instrução de salvamento quando passou mal.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Rodrigo queixou-se de dor de cabeça durante a realização das aulas.

O aluno realizava uma travessia a nado na lagoa e quando chegou à margem informou o instrutor que não conseguiria terminar a aula.

Após passar mal, o aluno foi encaminhado para um policlínica e posteriormente para um hospital particular.

A tenente Ledur foi afastada do curso após o incidente.

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